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Shein perde 75% do valor em quatro anos e ações caem 10% na estreia em Hong Kong

Jornal Económico ·
Shein perde 75% do valor em quatro anos e ações caem 10% na estreia em Hong Kong

A Shein, a gigante de moda online chegou finalmente à bolsa, mas o mercado não a recebeu com entusiasmo.

As ações chegaram a cair 10% na estreia, em Hong Kong, antes de recuperarem grande parte das perdas e encerrarem a sessão praticamente em linha com o preço definido para a oferta.

A operação avaliou a empresa em pouco mais de 26 mil milhões de dólares (22,4 mil milhões de euros), permitindo à Shein captar cerca de 1,7 mil milhões de dólares (1,4 mil milhões de euros).

É um valor muito distante dos 100 mil milhões de dólares (86,2 mil milhões de euros) por que a empresa chegou a ser avaliada em 2022, quando se tornou uma das startups privadas mais valiosas do mundo.

Apesar de ter sede em Singapura, a Shein continua profundamente ligada à China.

É no país que se encontra uma parte essencial da rede de fabricantes que produz as roupas vendidas pela plataforma em todo o mundo.

Nos últimos anos, a empresa tentou diversificar a cadeia de abastecimento, incentivando alguns fornecedores chineses a criar produção noutros países, mas a estratégia revelou-se mais difícil do que o esperado.

Fundador perde mais de 15 mil milhões Chris Xu (também conhecido por Xu Yangtian ou Sky Xu), fundador da Shein e um dos empresários mais discretos da indústria tecnológica chinesa, viu a sua fortuna cair de mais de 23 mil milhões de dólares para cerca de 8 mil milhões de dólares, segundo o Bloomberg Billionaires Index.

O cálculo tem por base a participação de 30% que o fundador mantém na Shein e a avaliação atribuída à empresa no IPO.

A queda representa uma redução de mais de 15 mil milhões de dólares na sua fortuna.

A Bloomberg sublinha que a deterioração da fortuna de Xu aconteceu num período de apenas quatro anos, à medida que a Shein passou a enfrentar uma combinação particularmente difícil de tarifas, maior escrutínio político e regulatório e concorrência crescente.

A empresa que chegou a valer tanto como algumas das maiores companhias mundiais de moda está agora avaliada em pouco mais de um quarto do valor que lhe era atribuído em 2022.

O problema não é apenas a avaliação A estreia em Hong Kong acontece num momento particularmente difícil para o modelo de negócio da Shein.

A empresa construiu o seu crescimento através de uma enorme variedade de roupa a preços muito baixos, vendida sobretudo online e enviada diretamente para consumidores de vários mercados.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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