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UGT quer salário mínimo a partir "de 1.000 euros" em 2027 e CGTP pede "choque salarial"

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UGT quer salário mínimo a partir "de 1.000 euros" em 2027 e CGTP pede "choque salarial"

O secretário-geral da UGT propôs esta quarta-feira que o salário mínimo nacional suba para 1.000 euros no próximo ano, enquanto o secretário-geral da CGTP defendeu que o país precisa de "um choque salarial".

"Fizemos uma proposta para que o salário mínimo fosse, no mínimo, de 1.000 euros" no próximo ano, afirmou o secretário-geral da UGT, em declarações aos jornalistas à saída da reunião de Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS), que contou com a presença do ministro das Finanças para apresentação de informação sobre a proposta de Orçamento de Estado para 2027 (OE2027).

Lembrando que o atual acordo tripartido prevê que o salário mínimo nacional suba dos atuais 920 euros para 970 euros, Mário Mourão considerou que essa meta é insuficiente para fazer face "às dificuldades com que as famílias se defrontam", nomeadamente ao nível da inflação, da subida preço dos combustíveis e do crédito à habitação.

No documento entregue ao Governo, a UGT defende ainda que o referencial para o aumento global dos salários (discutidos em negociação coletiva) seja de 5,5% em 2027, acima dos 4,5% previstos no acordo assinado entre UGT, confederações empresariais e Governo em 2024.

Por seu turno, o secretário-geral da CGTP considerou que a apresentação feita pelo ministro das Finanças está "desfasada da realidade", não dando resposta a "questões fundamentais", como "o reforço e a melhoria dos serviços públicos", nomeadamente ao nível da saúde e educação, às "dificuldades no acesso à habitação" ou ao aumento do custo de vida.

Nesse sentido, a CGTP voltou a defender "um aumento geral e significativo dos salários em 15%, com um mínimo de 150 euros" para todos os trabalhadores e que o salário mínimo nacional suba para 1.100 euros a partir de janeiro de 2027.

"É fundamental que haja uma justa distribuição da riqueza que hoje não se verifica no nosso país", afirmou Tiago Oliveira, defendendo que o país precisa de um "choque salarial".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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