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Portugueses adoram Certificados de Aforro. E se ajudarem na reforma?

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Portugueses adoram Certificados de Aforro. E se ajudarem na reforma?

Os Certificados de Aforro tornaram-se num importante hábito de poupança dos portugueses nos últimos anos.

Agora, o grupo de trabalho que estudou a reforma da Segurança Social quer aproveitar a popularidade destes títulos para criar um ‘irmão gémeo’ destinado especificamente para a reforma.

Para a maioria das pessoas, a pensão pública não vai ser suficiente para manter nível de vida durante a reforma, daí que devam considerar soluções complementares para manterem níveis de rendimento adequados após se reformarem.

Peritos defendem reforma das pensões com “consenso político” Ler Mais O grupo de especialistas liderado pelo professor Jorge Bravo apresentou na terça-feira uma lista de cinco propostas que vão justamente nesse sentido.

Os planos de pensões profissionais de adesão automática e voluntária constituem a solução preferida para estes especialistas, mas elencam outras opções, como a criação de dois novos instrumentos de dívida pública de retalho: Obrigações do Tesouro-Reforma e Certificados de Aforro-Reforma.

Estes títulos – que seriam emitidos pelo IGCP, a agência que gere a dívida pública, através de séries — serviriam várias finalidades, além de funcionarem como um complemento da reforma.

Por um lado, ajudariam a diversificar as fontes de financiamento da República e a canalizar poupança dos portugueses e, por outro, poderiam reforçar a concorrência no mercado da poupança, nomeadamente no que toca à remuneração dos depósitos a prazo.

Almofada das pensões renderia o dobro sem amarras da dívida Ler Mais Quando me vou reformar? E quanto quero receber de complemento? A simplicidade destes instrumentos é uma das razões que leva este grupo de trabalho a crer que poderia ser uma solução benéfica para incentivar os portugueses (“com baixa literacia e grande dificuldade em planear a reforma”) a pensarem em constituir um pé-de-meia extra para o pós-vida ativa.

Na prática, uma decisão passaria pela resposta a estas duas perguntas “intuitivas”, sem exigir cálculos complexos em relação à rentabilidade esperada e ou a compreensão da lista de riscos associada a outros ativos financeiros: Em que idade pretende reformar-se e iniciar o recebimento do complemento de rendimento? Qual o montante do complemento mensal pretendido? As respostas às duas questões permitiriam perceber quanto é que teriam de colocar de lado para aplicar nestes títulos por mês, durante quanto tempo e também o valor do rendimento extra mensal quando fossem para a reforma.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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