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Ministro alemão pede ilegalização da AfD no leste do país

Observador ·
Ministro alemão pede ilegalização da AfD no leste do país

O ministro da Defesa alemão e o primeiro-ministro da região de Baden-Württemberg instaram esta sexta-feira à abertura imediata de um processo para ilegalizar o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) em algumas regiões do leste do país.

Numa coluna conjunta publicada no diário Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung, Boris Pistorius e Cem Ozdemir defenderam que as ações judiciais se centrem nas estruturas da AfD nas regiões da Turíngia, Saxónia, Saxónia-Anhalt e Brandeburgo, devido à sua “ clara deriva etnonacionalista “.

Os autores do texto sustentaram que coexistem duas correntes dentro da AfD: uma ala nacionalista tradicional, que pode ser combatida no plano político, e uma fação etnonacionalista, que atenta diretamente contra a ordem constitucional.

Salientaram também que o processo de ilegalização do partido é juridicamente viável, pois assenta tanto em provas como na Constituição .

“Confiamos que o Tribunal Constitucional tomará as decisões corretas de forma independente e soberana”, afirmaram.

Na Alemanha, só o Governo federal ou ambas as câmaras do parlamento têm o poder de solicitar a proibição de um partido político.

No entanto, a proposta carece atualmente do apoio necessário, devido a sérias reservas da CDU/CSU, partido conservador e parceiro maioritário na coligação governamental, em relação a esta abordagem.

O ministro do Interior, Alexander Dobrindt, defendeu até agora que deveria tentar-se isolar a AfD para impedir a força política de extrema-direita de governar em qualquer estado federado alemão, ao invés de proibir completamente o partido.

O contexto político desta iniciativa é a ascensão meteórica da AfD no leste da Alemanha , onde lidera com grande margem as sondagens em vários estados, sobretudo no estado federado da Saxónia-Anhalt, que realizará eleições regionais no próximo dia 6 de setembro.

De acordo com a sondagem Politbarometer divulgada esta sexta-feira pela estação pública alemã ZDF, considerada um dos barómetros políticos mais fiáveis do país, se as eleições se realizassem este domingo, a AfD seria o partido mais votado, com 40% dos votos, quase o dobro dos 20,8% obtidos nas eleições anteriores, em 2021.

Em 2025, o Gabinete Federal para a Proteção da Constituição (BfV) classificou a AfD como uma “organização extremista de direita” que persegue objetivos contrários à democracia, após ter redigido um relatório com mais de 1.000 páginas. Esta designação aplicava-se anteriormente apenas à sua presença na Turíngia, na Saxónia e na Saxónia-Anhalt.

O objetivo da AfD, alegou o BfV, é “ excluir certos grupos populacionais da participação equitativa na sociedade , submetê-los a um tratamento desigual e inconstitucional e, consequentemente, atribuir-lhes um estatuto juridicamente desvalorizado”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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