Prosperidade dos EUA tem "sangue açoriano e português", afirma Bolieiro
O presidente do Governo Regional dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) considerou hoje que a prosperidade dos Estados Unidos da América (EUA) tem "sangue açoriano e português" e sugeriu a "muitos estadistas" mundiais a releitura da Declaração da Independência.
"Há, pois, uma relação histórica que nos dá uma relação que não pode ser desconsiderada e ignorada pelos próprios americanos, de todas as gerações, em todo o tempo, porque construímos os Estados Unidos com o nosso labor", afirmou hoje José Manuel Bolieiro.
Segundo o chefe do executivo açoriano de coligação, que discursava em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, na sessão comemorativa dos 250 anos da independência dos EUA, organizada pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, "a prosperidade dos Estados Unidos, da sua economia e do seu prestígio internacional tem sangue açoriano e português".
Acrescentou que a presença dos açorianos e dos portugueses naquele país "tem capacidade de influência nos domínios culturais e políticos na própria democracia que o Estado norte-americano desenvolve".
"E, portanto, temos na relação com as pessoas, a melhor referência do elo que nos liga", declarou José Manuel Bolieiro.
O governante também recordou a importância do arquipélago nos domínios das comunicações (cabos submarinos), aviação e navegabilidade marítima.
Admitiu que os Açores "têm presente e futuro" na "dimensão civilizacional e de ligação e intercomunicação entre continentes e na própria civilização democrática e livre" quando estiver em causa a defesa da paz, da democracia, da dignidade humana e do direito dos povos escolherem o seu próprio destino.
"E isso está tudo consagrado na Declaração da Independência dos Estados Unidos. Porventura está na hora, na celebração dos 250 anos, [de] obrigar muitos estadistas deste mundo, [a] lerem e [a] relerem os desafios da declaração - incluindo os dos Estados Unidos. […] Ela é inspiradora, ela é motivadora, ela é uma responsabilidade".
Na mesma sessão, entre outras intervenções, foi proferida uma conferência sobre as relações históricas e contemporâneas entre os Açores e os EUA, por Carlos Costa Neves, administrador executivo da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD).
Na opinião de Carlos Costa Neves, atendendo à zona económica exclusiva dos Açores, o grande desafio relaciona-se com a sua defesa e segurança.
"Tem que se garantir segurança dos cabos submarinos, tem que se garantir segurança em temos de defesa, tem que se garantir segurança em todos os termos.
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