Ministro da Educação de “consciência totalmente tranquila” quanto a processo sobre exames
O ministro da Educação, Ciência e Inovação disse esta terça-feira (1 de setembro) que está de “consciência totalmente tranquila” quanto ao processo sobre a avaliação de exames nacionais, aberto pelo Ministério Público após queixa da Fenprof.
“Uma consciência tranquila.
Uma consciência totalmente tranquila.
O processo não começou bem, começou mal, mas acabou bem.
Temos mais de 50 mil alunos no ensino superior.
Todos os alunos tiveram as notas.
Os que não estão satisfeitos podem reclamar.
Isso todos os anos acontece.
Damos os mecanismos para isso.
E, por isso, continuamos a melhorar o nosso sistema educativo”, declarou Fernando Alexandre.
O governante falava à margem da cerimónia de tomada de posse da Universidade Técnica do Porto, no auditório magno desta instituição.
O Ministério Público abriu um inquérito na sequência de uma queixa apresentada pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof) relacionada com o processo de classificação eletrónica dos exames nacionais do ensino secundário.
Em resposta enviada esta terça-feira (1 de setembro) à Lusa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) indicou que a queixa da Fenprof “deu origem a inquérito", o qual corre no Departamento de Investigação e Ação Penal Regional de Lisboa.
A queixa em questão foi entregue em julho, tendo um dos secretários-gerais da Fenprof, Francisco Gonçalves, explicado à Lusa que os relatos de folhas desaparecidas em vários exames, que resultaram em “ordens escritas no sentido de os professores classificarem itens cujas respostas não estavam completas”, são a base daquilo que poderá ser o principal ilícito.
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