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Dinamarca admite risco crescente de ataques russos à NATO

Observador ·
Dinamarca admite risco crescente de ataques russos à NATO

O serviço de informações militares (FE) da Dinamarca admitiu esta quinta-feira um risco crescente de ações militares limitadas da Rússia contra países da NATO e alertou para a intensificação de ataques híbridos nos próximos meses.

“Existe um risco baixo, mas crescente, de a Rússia realizar ataques militares limitados contra um país da NATO vizinho da Rússia”, declarou o chefe do FE, Thomas Ahrenkiel, numa conferência de imprensa em Copenhaga.

“Continuamos a considerar improvável que a Rússia veja interesse em invadir um país da NATO , mas não o podemos excluir”, afirmou, citado pelas agências francesa AFP e espanhola EFE.

Na nova avaliação da ameaça russa, o FE considera que uma eventual ação militar russa contra a NATO, tal como a intensificação dos ataques híbridos, pretenderia desviar os europeus do empenho na Ucrânia.

Moscovo necessitaria de “ pelo menos seis meses” para preparar e constituir as forças necessárias para uma eventual ação militar contra outro país vizinho, como fez contra a Ucrânia em fevereiro de 2022.

Para Ahrenkiel, se “a crescente disponibilidade da Rússia para assumir riscos tem consequências para a situação de segurança na Dinamarca”, nomeadamente com ataques híbridos, isso não significa necessariamente que a Rússia vá atacar o país nórdico.

“Não prevemos um ataque militar convencional russo contra a Dinamarca “, insistiu, segundo a AFP.

Os ataques híbridos contra países da NATO serão mais frequentes e terão consequências mais graves do que até agora, com o FE (sigla do nome original Forsvarets Efterretningstjeneste) a mencionar ciberataques destrutivos ou sabotagens.

Entre os cenários equacionados, o FE incluiu ataques limitados contra infraestruturas de apoio à Ucrânia ou uma operação de falsa bandeira, utilizando drones de fabrico ucraniano.

A Agência para a Segurança dinamarquesa informou esta quinta-feira, em simultâneo, que elevou o nível de ameaça de um ciberataque destrutivo de médio para alto.

“A Rússia move uma guerra híbrida contra o Ocidente e assume cada vez mais riscos. Por isso, elevámos o nível de ameaça”, assinalou num comunicado citado pela EFE.

O jornal espanhol El Mundo noticiou esta quinta-feira que os Estados Unidos terão partilhado informações com vários governos europeus sobre eventuais ataques com drones que a Rússia estaria a preparar contra Espanha, França ou Itália.

As aeronaves não tripuladas seriam lançadas do mar a partir de navios mercantes, disse ao jornal uma fonte próxima do Ministério da Defesa da Lituânia, sob a condição de não ser identificada.

Os três eventuais alvos realizam eleições em 2027 e a Rússia poderá querer explorar a seu favor a participação de forças políticas radicais, justificaram analistas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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