Universidade Técnica do Porto é "momento histórico" para Norte e ensino superior
Os órgãos de gestão da Universidade Técnica do Porto (UTP), que surge do politécnico, tomaram hoje posse, num "momento histórico" para a região Norte e ensino superior do país, defendeu o reitor, Paulo Pereira.
O reitor encerrou a cerimónia de tomada de posse, no auditório magno da instituição, salientando a "concretização de um desígnio institucional que nasceu da ambição coletiva da comunidade académica, amplamente consensualizado".
Agradeceu a toda a comunidade, de professores a alunos, técnicos a antigos alunos, entidades parceiras, e colocou a UTP com um "modelo de complementaridade", em vez de concorrencial, na região.
Esta "força transformadora" que quer na sua instituição e projetada para o país, visa "preservar a entidade politécnica e potenciar a integração da componente universitária", apoiando "a criação de empregos mais qualificados na região" e uma alavanca para formar mais estudantes.
A equipa segue, largamente, o que estava em funções no politécnico, com Paulo Pereira acompanhado dos vice-reitores Fernando Magalhães, Maria João Viamonte, Celda Morgado e Paulo Ferraz, bem como os pró-reitores Carlos Ramos, Flávio Ferreira, Isabel Pereira, Nuno Bettencourt, Olívia da Silva e Raquel Pereira.
Para a nova fase da UTP, tomaram posse como administradoras Ana Rute Morim e Carla Padrão, bem como um Conselho de Gestão e uma Comissão Instaladora.
Nesta, além do reitor, estão Francisco Assis, ausente da cerimónia de tomada de posse, Isabel Pires de Lima, António Tavares e Inês Mota, enquanto os diretores das várias faculdades e escolas superiores, algumas das quais com novos nomes, mantêm os cargos na nova unidade orgânica.
Já o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, vê a UTP como "um projeto importantíssimo para o ensino superior português, mas também para a cidade do Porto, a região Norte e Portugal".
O objetivo do posicionamento do Governo, defendeu perante um auditório magno lotado, foi "dar corpo à transformação" que as instituições reclamavam, nomeadamente "autonomia estratégica" e de gestão de recursos.
A alteração ao regime jurídico das instituições de ensino superior (RJIES) "dá espaço para que a realidade mude", criticando o anterior, "um espartilho" que limitava as instituições".
Seguir-se-á, destacou, a nova Lei da Ciência e Inovação, já anunciada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, que espera poder levar a Conselho de Ministros ainda este mês.
"[É um] diploma com participação extraordinária de toda a comunidade, um grupo de trabalho com trabalho incrível, que produziu um relatório muito importante. Tivemos 200 contributos para melhorar esse diploma, que já foram introduzidos, e permitir-nos-á em setembro levar a Conselho de Ministros esta nova alteração", mencionou.
As alterações na questão das residências académicas, reforçando o valor dado às instituições por cada cama ocupada, a "liberdade" para o estudante bolseiro escolher se quer ou não ficar nessa residência, levará a que estes espaços se tornem "mais atrativos, porque deixam de ter `clientes garantidos`".
"Os estudantes que não tiverem lugar na residência não recebem 160 euros, recebem 400 euros de apoio à deslocação.
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