Balanço geral sobe para mais de 1.060 mortos e 4.500 desaparecidos
As autoridades nepalesas atualizaram hoje para 1.050 mortos e 3.916 desaparecidos o balanço provisório da enxurrada devastadora que atingiu há quase uma semana o norte do país, na fronteira com a região chinesa do Tibete.
A imprensa estatal chinesa noticiou 16 mortos e 546 no Tibete, pelo que o total provisório de vítimas da catástrofe passou para 1.066 mortos e 4.562 desaparecidos, segundo a agência francesa AFP.
Entre as pessoas desaparecidas no Nepal há centenas de peregrinos e turistas, incluindo dois portugueses, depois de o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa ter anunciado hoje que localizou um terceiro que ainda não fora contactado.
Desde 26 de outubro, quando ocorreu a catástrofe, já tinham aparecido outros três portugueses.
A China incluiu um português desaparecido no Tibete, numa lista de 261 pessoas de 23 países.
Embora as esperanças diminuam com o passar dos dias, equipas de resgate com a ajuda de cães e maquinaria pesada continuaram hoje a procurar sobreviventes no meio da lama, rochas e destroços.
Cerca de 900 trabalhadores estão desaparecidos em 12 projetos hidroelétricos no Nepal e as autoridades calculam que cerca de 500 estejam presos em túneis, de acordo com a agência norte-americana AP.
Apesar da utilização de explosivos e de maquinaria pesada de escavação, os socorristas têm tido dificuldades em avançar nos túneis.
Até ao momento, apenas conseguiram retirar alguns corpos, disse hoje o Exército.
"Os milagres são possíveis", afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros nepalês, Shisir Khanal, à AFP.
"Não quero perder a esperança nesta fase, penso que ainda podemos salvar centenas de pessoas", acrescentou.
A dimensão da catástrofe de 26 de agosto está a dificultar os trabalhos de resgate no Nepal e no Tibete, com deslizamentos de terra, estradas destruídas e danos generalizados a isolarem zonas remotas.
As equipas enfrentam condições difíceis na busca em terrenos instáveis e pilhas de escombros, aumentando o receio de que o número de mortos possa subir à medida que os socorristas alcancem as comunidades isoladas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias.