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Petróleo elevado, motins em França, dados da China e pausa das sanções à Rússia marcam a abertura de mercados

Jornal Económico ·
Petróleo elevado, motins em França, dados da China e pausa das sanções à Rússia marcam a abertura de mercados

Segunda-feira aponta para uma sessão de consolidação sob elevada volatilidade.

Os dados chineses do terceiro trimestre (PIB, produção industrial e vendas a retalho) podem dar o tom matinal.

Em França, o eco dos motins e a pressão sobre a dívida soberana mantêm o risco político elevado.

Os mercados financeiros entram na semana de 19 de outubro sob pressão combinada de três frentes: o petróleo teimosamente acima dos 100 dólares, a violência que eclodiu nas ruas de França no sábado e a pausa de sanções americanas ao diesel russo.

Depois de uma semana de sell-off tecnológico em Wall Street e de nova escalada no Médio Oriente, a segunda-feira promete consolidação cautelosa, com os investidores a avaliarem se a tentativa de baixar o preço dos combustíveis através de Moscovo consegue contrabalançar os riscos geopolíticos e políticos.

O acordo de diesel russo será monitorizado enquanto tentativa de aliviar a pressão nos combustíveis, mas o seu impacto real continua por confirmar.

Enquanto o Médio Oriente e a instabilidade interna em França não acalmarem, a volatilidade deverá permanecer elevada.

Também as yields da dívida soberana elevadas continuam a limitar o potencial de subida dos índices acionistas, favorecendo setores de energia e defensivos.

É esperado que os investidores privilegiem empresas estáveis (defensivas) e geradoras de caixa (energia) em vez de empresas de alto crescimento, mas mais arriscadas (growth).

Na semana que terminou, o S&P 500 e o Nasdaq sofreram pressões significativas, com o índice tecnológico a cair cerca de 4,5% em alguns registos, impulsionado pela correção em semicondutores e por preocupações com o financiamento de data centers ligados à inteligência artificial.

O Dow Jones mostrou maior resiliência, beneficiando da rotação para energia e setores defensivos.

No fecho de sexta-feira o “sell-off” das tecnológicas continuou a abalar Wall Street, com os investidores a porem em causa as perspetivas da aposta na inteligência artificial (IA).

O S&P 500 recuou 1,09%, para 7.659,44 pontos, o Dow Jones caiu 0,34%, para 52.002,41 pontos, e o Nasdaq Composite retrocedeu 2,14%, para 26.140,03 pontos.

O prémio geopolítico permanece elevado.

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