Vacinas. Enfermeiros alertam para erros na plataforma em plena campanha de vacinação
A Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) alertou para a existência de “falhas recorrentes e diárias” na plataforma “VACINAS 2.0”, que estão a obrigar os profissionais de saúde a fazerem o registo das vacinações em papel.
No momento em que decorre a vacinação sazonal, o delegado sindical Rui Sevivas admitiu que esta situação poderá provocar erros durante a campanha.
“A campanha de vacinação sazonal de outono e inverno começou no dia 30 de setembro e, logo nesse dia, a plataforma não funcionava.
Tentávamos entrar no perfil de cada utente para fazermos o registo das vacinas que íamos administrando e a plataforma estava indisponível”, afirmou o delegado sindical Rui Sevivas em entrevista ao 24notícias .
Esta situação impede os profissionais de saúde de acederem ao histórico de cada utente, como reações prévias ou a data da última vacina administrada.
Uma vez que o registo da vacinação não está a ser feito em tempo útil, os profissionais alertaram para a possibilidade de virem a acontecer erros durante a campanha de vacinação sazonal.
“O registo é fundamental porque é constitui a prova — que é para nós, quer para é para o utente — daquilo que foi administrado, daquilo que foi feito.
Com as falhas na plataforma, o registo tem que ficar para o dia seguinte, às vezes para dois dias depois ou para a semana seguinte, quando a vacinação é feita à sexta-feira, como é hoje”, explicou o enfermeiro Rui Sevivas.
Este profissional de saúde não descarta a possibilidade de virem a correr falhas durante a campanha de vacinação sazonal: “Como os registros têm que ficar para a posteriori e o volume de trabalho aumenta e muito, esta situação pode levar a alguns erros.
Pode haver esquecimentos, pode haver aqui alguma falha, o que é normal porque o ideal é que a pessoa administrar a vacina, confirmar tudo e fazer o registo tal e qual como aconteceu no momento.
Quando deixamos isso para a posteriori, há sempre um risco de ocorrerem falhas no registo porque as pessoas são humanas”.
Além de eventuais erros que possam vir a existir, os profissionais queixam-se pelo facto de o desempenho da plataforma atrasar o trabalho em consulta e garantem que são perdidas “horas” devido às falhas informáticas.
Sem conseguirem aceder à plataforma, os profissionais de saúde são obrigados a imprimir uma ficha individual do utente e registar, em papel, informações como a vacina administrada, o código e a validade da vacina e as reações dos utentes.
“Temos de repetir este processo para cada utente e cada profissional administra, em média, entre 20 e 30 vacinas por dia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.