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Lufthansa quer levar para Lisboa passageiros que hoje voam para o Brasil via Frankfurt, Munique e Zurique

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Lufthansa quer levar para Lisboa passageiros que hoje voam para o Brasil via Frankfurt, Munique e Zurique

A Lufthansa quer que parte dos seus passageiros que hoje seguem para o Brasil através de Frankfurt, Munique e Zurique passe a viajar via Lisboa.

A intenção foi apresentada esta quinta-feira aos analistas, numa conferência telefónica, um dia depois de o Governo português ter escolhido a proposta do grupo alemão na privatização da TAP.

O grupo tem 9% do mercado entre a Europa e a América Latina, o que faz dele apenas o sexto maior operador no Atlântico Sul.

Com a TAP, Carsten Spohr, CEO da Lufthansa, prevê chegar a 20%.

“Juntamente com a TAP, vamos chegar aos 20%, o que nos coloca em paridade com o nosso concorrente mais forte para a América Latina , que é obviamente a IAG”, referiu o líder da empresa alemã.

“A Lufthansa enche hoje parte dos aviões para o Brasil com passageiros de França, de Espanha e de Portugal, a quem oferece preços competitivos para viajarem via Frankfurt, Zurique ou Munique.

No futuro, o grupo quer que esses passageiros passem por Lisboa “, revelou Carsten Spohr.

O CEO da Lufthansa considera que Lisboa “é central para a TAP”, mas que o valor da integração da TAP na Lufthansa se reparte por vários domínios, entre eles vendas e distribuição, carga, fidelização e compra de aviões, e que alguns não dependem do hub.

O presidente da Lufthansa acrescentou ainda que o movimento inverso também é possível, notando que, com a TAP, o mercado português ganha mais peso nos aeroportos do grupo para ligações à Ásia.

A Lufthansa associa esta reorganização à criação de valor na TAP.

Till Streichert, diretor financeiro da companhia alemã, indicou sinergias líquidas de até 450 milhões de euros por ano , concentradas em otimização da rede, cooperação comercial, compras, manutenção e carga.

Lufthansa espera aprovação “fácil” de compra da TAP Ler Mais Till Streichert estimou que o grupo precisa de cerca de três anos para concretizar dois terços desse valor e de cerca de quatro anos para a totalidade.

Defendeu ainda que a TAP terá, na rede de vários hubs do grupo, “um papel muito mais forte do que poderia ter tido em qualquer outro”.

A transportadora tem uma quota de 46% dos lugares oferecidos em Lisboa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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