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EUA concedem vistos a Teerão para participar em Assembleia-Geral da ONU

Notícias ao Minuto - Mundo ·
EUA concedem vistos a Teerão para participar em Assembleia-Geral da ONU

"E m conformidade com as nossas obrigações enquanto país anfitrião, a delegação principal do regime iraniano poderá participar na semana de alto nível da Assembleia-Geral das Nações Unidas", afirmou um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano.

Uma fonte próxima confirmou à agência de notícias francesa AFP que a medida se aplica, de facto, ao chefe de Estado iraniano e também ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi.

Tal como no ano passado, os representantes iranianos estarão sujeitos a algumas restrições de deslocação durante a sua estada em Nova Iorque e também à proibição de adquirir artigos de luxo.

Além disso, a delegação de Teerão será mais pequena este ano, precisou ainda o Departamento de Estado.

A medida é invulgar devido ao conflito entre o Irão e os Estados Unidos, que dura há mais de seis meses, e à ausência de sinais de que estejam iminentes acordos para reabrir o Estreito de Ormuz ou retomar as negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Ocorre também numa altura em que os rebeldes iemenitas Huthis, apoiados pelo Irão, intensificaram os ataques às infraestruturas sauditas e às embarcações no mar Vermelho — outra importante rota marítima da região, onde os obstáculos têm contribuído para uma escalada dos preços globais do petróleo.

Além disso, o Irão continua a ser o principal Estado patrocinador do terrorismo no mundo, segundo os Estados Unidos, que impuseram sanções significativas ao país e lançaram, nas últimas semanas, uma nova campanha destinada a cortar "canais financeiros vitais".

Como país onde se situa a sede das Nações Unidas, os Estados Unidos têm geralmente uma capacidade de ação limitada no que diz respeito a impedir a deslocação de líderes estrangeiros para participar na Assembleia-Geral.

No entanto, o país já anteriormente negou vistos — ou desencorajou pedidos — de líderes envolvidos em conflitos em curso com os Estados Unidos.

Para as reuniões dos líderes mundiais na ONU no ano passado - realizadas antes do início da guerra com o Irão, a 28 de fevereiro, mas após os ataques aéreos norte-americanos e israelitas a instalações nucleares iranianas, em junho de 2025 -, o Departamento de Estado aprovou também um número limitado de vistos para diplomatas iranianos, mas impôs restrições rigorosas às deslocações da delegação.

A decisão sobre os vistos iranianos foi anunciada apenas um dia depois de o Departamento de Estado ter negado vistos ao presidente palestiniano, Mahmud Abbas, e à sua delegação para participarem na Assembleia-Geral.

A diplomacia norte-americana acusou a Autoridade Palestiniana — que administra partes da Cisjordânia ocupada por Israel — de tentar "internacionalizar" a guerra entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, ao apresentar casos no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) e no Tribunal Penal Internacional (TPI), bem como de continuar a pagar ajudas financeiras a prisioneiros detidos em Israel por ataques a cidadãos israelitas.

A Autoridade Palestiniana condenou a medida e classificou as ações de Israel como "a verdadeira ameaça à solução de dois Estados e a perspetivas de paz".

Afirmou igualmente que se manteve empenhada em n

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