"Perante o não cumprimento", fez-se "intervenção policial proporcional"
O diretor nacional da Polícia Segurança Pública (PSP), Pedro Moura, deu explicações, esta quinta-feira sobre a ação desta força de segurança contra os manifestantes no Porto: "Houve necessidade de fazer uma intervenção mais musculada para fazer cessar essa ilegalidade.
A situação ficou, depois, normalizada", adiantou.
Questionado sobre o que levou à intervenção da PSP durante a noite, Pedro Moura salientou que a "manifestação estava autorizada até à 00h30", sendo que "após essa hora não é permitido fazer manifestações e, naquele local não é permitido ter as tendas", salientou em declarações à RTP após a tomada de posse do novo secretário-geral do MAI.
Foram então feitos "contactos com as pessoas que estavam naquele local para se retirarem as tendas" e, "perante o não-cumprimento da ordem de retirada das tendas foi decidido fazer uma intervenção policial devidamente proporcional", explicou ainda.
Pedro Moura esclareceu também não estar "em condições de confirmar o número de feridos", tendo pedido ao Comando Metropolitano do Porto para "averiguar essa situação".
Já sobre se se tratou de uma ação proporcional, o diretor nacional da PSP apontou que, "na nossa perspetiva foi", na medida "em que foram pedidas para que fossem retiradas do local as ditas tendas e que não foi obedecida essa ordem".
A partir das 00h30, hora a que o protesto teria de cessar, "com muita calma, fizemos o que tínhamos de fazer", acrescentou Pedro Moura, vincando que a PSP esteve a falar "com as pessoas".
A intervenção da PSP terá "ocorrido por volta das 3 horas da manhã, por isso estamos a falar de 02h30" nas quais a PSP esteve a manter conversações com os manifestantes no local.
"Entre as 00h30 até à hora em que houve uma intervenção policial foram feitos contactos com os manifestantes", reiterou. [Notícia em atualização]
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