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Eurodeputado Raphael Glucksmann candidata-se às presidenciais francesas

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Eurodeputado Raphael Glucksmann candidata-se às presidenciais francesas

"S ou candidato para reerguer a França porque, como sabem, todos nós sentimos um nó na garganta quando vemos no que a nossa nação se está a tornar e no que poderá vir a tornar-se nos próximos meses", numa altura em que a extrema-direita ocupa uma posição favorável nas sondagens, afirmou Glucksmann, eurodeputado pelo partido Place Publique, no canal TF1.

"Vou participar nas primárias social-democratas organizadas em outubro pelo Partido Socialista (PS) e pelo meu próprio partido, o Place Publique, para designar um candidato", detalhou.

Várias figuras socialistas já se mostraram dispostas a participar, enquanto se aguarda a possível candidatura do primeiro secretário do partido, Olivier Faure.

O candidato afirmou que se ganhar as primárias não fará um acordo com o partido de esquerda França Insubmissa (LFI na sigla em francês) e abriu a porta aos ecologistas e aos comunistas.

"Tiveram razão antes de todos quanto à catástrofe climática que estamos a viver", disse, e referiu-se aos comunistas reconhecendo "um objetivo comum, que é a reindustrialização do país".

No seu programa, sublinhou que a sua prioridade será aumentar "a remuneração líquida dos trabalhadores" através de uma "redução das contribuições sociais" sobre os salários.

Esta medida seria financiada aumentando os impostos sobre "os 1%", os mais ricos.

Permitiria "recuperar 15 mil milhões de euros" que seriam transferidos "diretamente para a folha de pagamento dos trabalhadores", detalhou.

Glucksmann prometeu também para a educação "um plano de resgate do ensino público".

Com 13,8% nas últimas eleições europeias, em que liderou a lista socialista, Glucksmann consolidou-se como figura de referência da esquerda moderada.

Ainda antes de formalizar a candidatura, o Ministério Público francês já tinha anunciado, no início de agosto, uma investigação relacionada com Glucksmann, uma vez que foi alvo de uma campanha de desinformação através da companheira, a jornalista Léa Salamé.

A campanha acusava falsamente Salamé de subornar órgãos de comunicação social para favorecer uma eventual candidatura presidencial de Glucksmann.

A operação foi atribuída ao grupo Storm-1516, associado aos serviços de informações militares russos (GRU).

As próximas eleições presidenciais francesas serão as primeiras desde 2012 sem Emmanuel Macron como candidato, uma vez que a Constituição impede o atual chefe de Estado, eleito em 2017 e reeleito em 2022, de concorrer a um terceiro mandato consecutivo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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