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Discurso de Von der Leyen confirma impasse na UE

Diário de Notícias ·

No seu discurso sobre o Estado da União, Ursula von der Leyen procurou transmitir a ideia de uma Europa “mais forte e independente” para enfrentar os desarranjos do mundo e responder aos “desafios excecionais” do século XXI.

A intervenção da presidente da Comissão Europeia foi eminentemente política e, como se esperava, colocou especial ênfase nas questões da defesa e segurança.

Apesar de otimista (talvez em excesso), o discurso trouxe poucas novidades e em algumas matérias foi vago e inconsistente.

No capítulo da economia, há uma flagrante omissão da competitividade e produtividade (esta última só é referida a propósito da IA) enquanto prioridades europeias.

Ora, o Relatório Draghi ainda está por executar e muitos dos problemas identificados no documento continuam sem uma resposta cabal.

Devem, ainda assim, ser louvadas as propostas de simplificação administrativa e de redução dos custos para as empresas.

Importa também reconhecer que há uma genuína vontade de diversificar mercados, fornecedores e parceiros, fazendo da política comercial uma componente central da estratégia europeia de segurança económica.

Reduzir a dependência de tecnologias e matérias-primas, em particular da China, é um objetivo crucial para o futuro da Europa.

Mas o de-risking tem custos elevados, sendo por isso necessário acautelar a competitividade e a resiliência das empresas europeias.

Em relação à transição energética, é de aplaudir a intenção de redobrar os esforços quanto à implementação das energias limpas.

Mas não basta produzir mais energia limpa: é preciso garantir o abastecimento eficiente às empresas e a custos competitivos.

Isto implica o reforço das redes e interligações energéticas, bem como a agilização dos processos de licenciamento de infraestruturas.

Para Portugal, é especialmente preocupante a ausência de referências ao orçamento comunitário e às políticas de coesão.

Sabemos que a Alemanha e um grupo de seis países dos chamados “frugais” exigem cortes significativos no Orçamento da UE para o período de 2028-2034.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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