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Governo rejeita "quebrar contas certas" para dar mais apoios

Observador ·
Governo rejeita "quebrar contas certas" para dar mais apoios

O ministro da Economia avisou esta quinta-feira que o Governo “não vai quebrar o princípio das contas certas” para dar mais apoios aos setores afetados pelo aumento dos preços dos combustíveis, apesar de admitir ajustamentos dentro desse limite.

Em declarações aos jornalistas à margem de uma reunião dos ministros da Economia, em Bruxelas, Manuel Castro Almeida salientou que o Governo não está “insensível ao sofrimento que as pessoas estão a ter ” devido ao aumento do preço da energia, mas referiu que o Governo tomou uma opção, “ muito definitiva”, de não “desequilibrar as contas públicas por causa disto”.

“Era o que faltava que o Governo do país não estivesse sempre atento perante este clima de dificuldades. Mas temos um limite: não vamos quebrar o princípio das contas certas, vamos procurar não entrar em défice por causa deste assunto”, declarou.

Questionado se isso não significa obrigar as empresas e as famílias a entrarem em défice, o ministro respondeu que “são realidades distintas” e insistiu que o Governo “tem de manter o equilíbrio orçamental, ter contas certas, porque isso é muito importante para as famílias também”.

“Se o Governo entrar em derrapagem, isso vai degradar a sua posição. Se tivermos défice, vamos aumentar a dívida. Se aumentarmos a dívida, somos um fator de aumento do preço dos juros e o preço dos juros acabará por se repercutir também no preço dos juros que as famílias vão pagar, designadamente na compra das casas”, advertiu.

O ministro referiu que o executivo não quer contribuir para isso e, “ao proteger o Orçamento do Estado, ao blindá-lo contra o défice”, está também a ajudar para prevenir “o aumento dos juros” .

Sobre se isso significa que o Governo não está disponível para avançar com mais apoios, Castro Almeida não descartou diretamente esse cenário, frisando apenas que o Governo “tem vindo a ajustar as suas decisões à realidade que vai evoluindo”.

“Há um limite que temos e que queremos manter, do equilíbrio das contas públicas. Dentro desse limite, estamos a ajustar”, referiu, recordando que, na semana passada, foram atribuídos apoios aos bombeiros, às IPSS e a “setores particularmente fragilizados”.

“Isso mostra que o Governo está atento e tem vindo regularmente a tomar medidas complementares”, disse.

Confrontado, contudo, com o facto de vários setores afirmarem que os apoios que o Governo tem dado não são suficientes, como mostra o facto de ter sido marcada para sexta-feira uma marcha lenta de camiões, Castro Almeida contrapôs: “Mas algum dia ouviu algum setor dizer que os apoios eram suficientes?”.

“Nunca dirão isso.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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