Von der Leyen diz que resposta europeia provou que se pode contar com UE
N um discurso no final de uma visita ao Centro de Coordenação de Resposta de Emergência (CCRE), em Bruxelas, Ursula von der Leyen frisou que, este ano, a época de incêndios na Europa "começou excecionalmente cedo, no final de abril, e colocou as reservas nacionais sob uma pressão enorme".
"Desde abril, o Mecanismo Europeu de Proteção Civil foi ativado 10 vezes em incêndios em oito países, muitas vezes com ocorrências a acontecerem em simultâneo", destacou, referindo que 25 países, incluindo pela primeira vez a Ucrânia, disponibilizaram equipas nacionais de bombeiros para combaterem ocorrências noutros Estados-membros.
Perante funcionários do CCRE, Von der Leyen afirmou que o trabalho que fazem diariamente "protege pessoas e, mais importante, salva vidas", acrescentando que é a prova concreta da solidariedade europeia.
"Quando um país pede assistência, esse pedido transforma-se em ação numa questão de horas. Descolam aeronaves, bombeiros atravessam fronteiras, e o sistema de satélite Copernicus começa a mapear a situação no terreno", disse, salientando que o trabalho feito este verão mostrou o quanto a "Europa depende" do CCRE.
"Quando as capacidades nacionais ficam esgotadas, a Europa entra em cena. Podem contar com a Europa", resumiu.
Von der Leyen salientou que o trabalho do CCRE não se limita a incêndios nem cobre apenas o continente europeu, recordando que o centro também coordenou a repatriação de europeus que se encontravam no cruzeiro Hondius, onde, em abril e maio, houve um surto de Hantavirus.
Da mesma maneira, o CCRE coordenou o destacamento de 750 especialistas e socorristas de 11 países após o terramoto na Venezuela, além de ter igualmente enviado tendas, filtros de água e bens essenciais para a Colômbia, após o sismo de agosto.
"Cada crise é diferente, e cada crise exige uma resposta específica. Mas o mais importante é o princípio geral de que, quando é necessária assistência, se pode contar com a Europa", reiterou.
A presidente da Comissão Europeia advertiu, contudo, que as crises que se viveram no mundo nos últimos meses mostram que os "riscos estão a mudar e estão a tornar-se mais frequentes, mais complexos e mais severos".
"Estamos a assistir à mudança de padrões climáticos globais, que está a acrescentar ainda mais volatilidade. Eventos extremos estão a acontecer mais vezes, com mais frequência, e ao mesmo tempo.
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