22h. Mariana Leitão acusa Governo de falsas promessas
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Miguel Pina Andrade. Começamos, Miguel, boa noite, mais uma vez com a rentrée da Iniciativa Liberal. Mariana Leitão acusa o governo de falsas promessas, diz mesmo que Luís Montenegro enganou muitos portugueses.
Palavras da líder liberal durante a rentrée do partido, que decorre no Calçadão de Quarteira, no Algarve. Um discurso que teve de ser adiado para depois do jantar e sob o olhar de figuras grandes do partido, como o antigo líder e candidato às presidenciais, João Cotrim de Figueiredo, Mariana Leitão acusa Luís Montenegro de mentir quanto às reformas, acusa também o governo de ignorar a classe média.
O discurso reformista de Luís Montenegro não passou de uma mentira eleitoral. Enganou muitos portugueses, portugueses que hoje já não confiam o seu voto ao PSD, porque perceberam que só na Iniciativa Liberal esse voto está seguro e é respeitado. A classe média está sob ataque e é ignorada por quem nos governa. E sabem por quê? Eu digo-vos. Porque a classe média há muito deixou de pesar nas urnas como pesava antes.
Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal, que afirma também estar farta de discursos vazios e exige reformas para o país.
Estou farta de discursos vazios, estou farta de grupos de trabalho e relatórios inconsequentes. Estou farta de diagnósticos que se repetem legislatura após legislatura. Não me interpretem mal. Sei as dificuldades que temos pela frente. Não me apresento aqui com mentiras, nem com populismos, a dizer que tudo se resolve de forma fácil, simples ou imediata. Mas sou uma mulher de ação, sempre fui. Tenho a iniciativa e a energia para exigir reformas, não remendos, para vencer a apatia e contrariar o discurso condescendente que tudo bloqueia.
O discurso da presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, durante a rentrée do partido, que acontece no Calçadão de Quarteira, mas são previstos mais discursos além do de Mariana Leitão.
A pouco mais de um mês e meio da discussão do Orçamento do Estado, a negociação do governo com o PS já vai a meio. Os socialistas consideram duas condições como resolvidas, mas ainda aguardam, Miguel, pela posição do primeiro-ministro noutros dois temas.
Ao todo, foram quatro as condições apresentadas pelo PS para o Orçamento do Estado do próximo ano. Na questão das pensões e do PRR, José Luís Carneiro já teve as respostas que queria, mas quanto aos limites da revisão constitucional e também aos apoios às vítimas das tempestades do início do ano, o secretário-geral do Partido Socialista ainda aguarda pela posição de Luís Montenegro. Teresa Freiro.
O tema mais sensível entre sociais-democratas e socialistas é a possível revisão constitucional. O PS exige um entendimento prévio sobre os limites para impedir que a negociação de matérias estruturais seja feita apenas à direita. José Luís Carneiro já pediu uma palavra pública a Luís Montenegro, mas até agora, só silêncio. O PS quer também que a proposta orçamental apresente soluções para as famílias, empresas e autarquias que foram afetadas pelas tempestades de janeiro e fevereiro. Falta agora que o governo se pronuncie.
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