Islândia rejeita adesão à União Europeia
Os islandeses rejeitaram a reabertura das negociações de adesão à União Europeia (EU), de acordo com os resultados definitivos do referendo de sábado publicados este domingo, 30 de agosto.
À pergunta “A Islândia deve reabrir as negociações de adesão com a União Europeia?”, 52,8% dos islandeses responderam “não” e 47,2% “sim”, noticiou a agência francesa AFP.
Os resultados foram divulgados pela televisão pública RÚV após a contagem de todos os boletins.
A recusa da Islândia em retomar as negociações de adesão à União Europeia (UE) já tinha sido dada como certa pela televisão pública islandesa.
“A nação rejeita as negociações de adesão à UE”, noticiou a RÚV, citada pela agência francesa AFP.
Quando a contagem dos votos se aproximava do fim, o “não” ultrapassava o “sim” em cinco pontos, com 52,5% contra 47,5%, segundo a contagem em direto.
Faltava apenas contar uma parte dos boletins de um círculo eleitoral que já pendia para o “não”.
Este desfecho acaba por ser um duro golpe para a União Europeia, que teria visto com bons olhos uma candidatura da Islândia e parecia pronta a fazer compromissos para que o país entrasse no bloco.
Qualquer discussão sobre uma adesão da rica ilha do Atlântico Norte ficaria congelada pelo menos até 2028, segundo a AFP.
Os eleitores foram convidados a pronunciar-se sobre a seguinte pergunta: “A Islândia deve reabrir as negociações de adesão com a União Europeia?”.
Em 2009, na sequência da crise financeira que devastou a economia islandesa, o país de quase 400 mil habitantes apresentou uma candidatura, mas as discussões foram congeladas em 2013, com a chegada ao poder de um Governo eurocético.
A Islândia está hoje estreitamente associada à UE ao integrar o Espaço Económico Europeu (EEE) e o espaço Schengen, nomeadamente, laços que permanecem inalterados.
Num contexto de crescentes tensões internacionais, o atual Governo liderado pela social-democrata Kristrun Frostadottir quis auscultar os islandeses sobre a oportunidade de explorar uma integração mais aprofundada.
Formalmente, o referendo tem valor consultivo, mas o Governo comprometeu-se a respeitar o resultado, qualquer que seja.
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