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Economia

O planeta Brumadinho volta a dar que falar

Jornal Económico ·
O planeta Brumadinho volta a dar que falar

Há obras que não pedem uma parede, mas pedem um mundo inteiro.

Quando, em outubro de 2006, o improvável aconteceu, com a abertura do Inhotim – museu de arte contemporânea e jardim botânico, o espanto foi geral.

Não será exagero dizer que aquele que é um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil, – e considerado o maior museu a céu aberto do mundo – gerou espanto junto dos menos de 40 mil habitantes de Brumadinho.

Melhor.

O espanto foi geral.

Em todo o Brasil e no mundo mais atento a estas coisas.

Localizado no Vale do Paraopeba, a 60 km de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, entre as brumas que cobrem as montanhas, e que dão o nome à cidade, Inhotim não moveu montanhas, mas agitou as placas tectónicas da arte contemporânea.

Na sua génese esteve Bernardo Paz, o colecionador brasileiro que gosta de escutar a terra.

Inhotim devolveu a arte ao calor, à chuva, aos caprichos da luz e da vegetação, e passou a ser difícil recusar este convite para passear entre obras de arte ao ar livre.

Mas quem é Bernardo Paz? Figura proeminente na indústria siderúrgica brasileira e ávido colecionador de arte, fundou o Instituto Inhotim na década de 1980.

Marco cultural que se espraia por 300 mil m2, com jardins magistrais idealizados por Roberto Burle Marx, este enclave na mata atlântica não surgiu de uma epifania, mas na sequência de um AVC, aos 45 anos.

Excessos e um ritmo de vida, pessoal e profissional, frenético atiraram Bernardo Paz para uma cama.

Teve tempo para pensar na vida e para recordar mil e um episódios.

Como um jardim que lhe ficou na memória.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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