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As redes são a nova caça às bruxas- Intermédios

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As redes são a nova caça às bruxas- Intermédios

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Olá, malta. Cá estamos nós para mais uma temporada de "Somos Todos Malucos" e começamos com estes episódios de intermédios que saem todas as segundas-feiras. Sejam muito bem-vindos. Esses intermédios são pequenos episódios de 15, 20 minutos onde eu faço reflexões sobre a atualidade ou sobre coisas que me preocupam. Não são lições de moral pra ninguém, são apenas reflexões que eu gosto de fazer com vocês, porque eu acho mesmo que eu estou aqui a debitar coisas, mas estou a pensar que a malta vai no carro e pensar: "ei, nunca tinha pensado nisto" ou "ei, este cara está completamente fora dela". Não interessa. Mas são estas pequenas reflexões que eu gosto que depois vocês venham também ao YouTube comentar e que mandem mensagens. E depois às quartas-feiras, sempre um episódio novo. E começamos já esta quarta-feira, dia 2 de setembro, com a primeira convidada. Quarta-feira sempre um convidado e temos a Catarina Lucas, psicóloga, que vem falar sobre algo muito atual, que é esta questão do debate sobre o feminismo e o conservadorismo, o que é que realmente isto tudo representa. Foi uma conversa gira e que tivemos que ter algum cuidado, porque é assim nos tempos que correm. Mas eu acho que nos permitiu reflexões porreiras. Curiosamente, este primeiro episódio de intermédios está relacionado um pouco também com esse tema, porque não deixa de ser curioso. Anoite eu estava a pensar, porque eu também penso. A maior parte das vezes eu estou a pensar merda, na realidade. Não estou a pensar nada que faça sentido, muitas obsessões, muita ansiedade, muita coisa sem sentido, castradora, mas volta e meia lá vêm reflexões que fazem sentido. E eu estava a pensar que é engraçado como nós vivemos nesta era da informação. Nunca houve tanto acesso à informação e as pessoas estão cada vez mais desinformadas. É como se nós estivéssemos a avançar tecnologicamente, a avançar na saúde, na ciência, nas condições, em alguns sítios só, infelizmente, mas ao mesmo tempo, socialmente, parece que estamos a regredir, que estamos a voltar atrás, ao ponto de, se vocês pensarem bem, hoje em dia nós vivemos uma caça às bruxas nas redes sociais, muito semelhante à caça às bruxas que existia na Idade Média. Felizmente, ninguém é queimado vivo. Ainda é queimado digitalmente, o famoso cancelado. Isso é bastante. Ainda ninguém é queimado vivo. Mas eu estive a estudar um bocadinho sobre o tema e reparem bem nas semelhanças. Quando havia a famosa Inquisição e a caça às bruxas, que em Portugal existiu e que fez 800 e tal vítimas, vítimas entre pessoas que foram condenadas e não sei se chegaram a ser queimadas, mas sim, houve pessoas que foram condenadas. O mecanismo psicológico que se aplicava ou que funcionava na época da caça às bruxas, e é algo que está estudado, é muito curioso. Agora vocês identifiquem, à medida que eu vou dizendo isto, identifiquem isto nas redes sociais hoje em dia. Reparem bem, na caça às bruxas da Idade Média havia estes fatores: criava-se primeiro um inimigo. Aquela pessoa é o problema.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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