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S. Miguel. Norovírus identificado em casos de gastroenterite

Observador ·
S. Miguel. Norovírus identificado em casos de gastroenterite

A Autoridade Regional de Saúde (ARS) dos Açores revelou esta segunda-feira que foi confirmada a presença de norovírus em casos de gastroenterite aguda registados na ilha de São Miguel e referiu que a situação “não constitui motivo para alarme”.

A ARS refere que, na sequência da situação epidemiológica observada recentemente na ilha do Faial e do aumento de casos de gastroenterite aguda em São Miguel, “foi confirmada a presença de norovírus em análises de produtos biológicos de casos” registados na maior ilha açoriana.

“Os dados disponíveis continuam a indicar que a grande maioria dos casos apresenta um quadro clínico ligeiro e autolimitado, caracterizado sobretudo por diarreia e/ou vómitos, com recuperação espontânea na maior parte das pessoas após alguns dias”, acrescenta.

A identificação laboratorial de norovírus “é coerente com este padrão clínico e reforça a necessidade das medidas de prevenção já em curso, dada a elevada transmissibilidade deste agente por via fecal [e] oral, contacto com superfícies contaminadas e, ocasionalmente, alimentos ou água”.

Refere-se que, de momento, “não existe evidência” que permita associar os casos à água da rede pública de abastecimento.

Contudo, mantém-se a articulação preventiva com as entidades gestoras dos sistemas de abastecimento de água e a “monitorização rigorosa” da qualidade da água e de outros potenciais fatores de exposição.

“A investigação epidemiológica e laboratorial prossegue , incluindo a pesquisa de outros agentes entéricos”, garante a ARS dos Açores.

A situação está a ser acompanhada diariamente pela ARS, pela Coordenação Regional de Saúde Pública, pelos delegados de Saúde das ilhas envolvidas e pela Direção Regional da Saúde, em estreita articulação com unidades de saúde, instituições sociais e autarquias, entre outras entidades.

A confirmação de norovírus em São Miguel “não altera o caráter predominantemente ligeiro da doença , mas reforça a importância das medidas de higiene e isolamento temporário dos sintomáticos”, salienta.

Segundo a nota, o momento atual “exige vigilância, prudência e colaboração, mas não constitui motivo para alarme”.

A adoção precoce e consistente de medidas simples de prevenção continua a ser a forma mais eficaz de limitar a transmissão e proteger as pessoas mais vulneráveis.

A ARS indica que continuam ativados os mecanismos de vigilância diária nos serviços de urgência e nas unidades de saúde das ilhas, com acompanhamento contínuo da evolução do número de casos, da sua distribuição geográfica e da eventual ocorrência de agregados familiares ou institucionais.

Também continuam a ser realizadas colheitas laboratoriais e investigações epidemiológicas dirigidas, para identificar eventuais fatores comuns de exposição e ajustar as medidas de saúde pública.

Devido à situação, foi determinada a adoção de medidas reforçadas de prevenção e controlo da infeção em estruturas residenciais para pessoas idosas, creches, estabelecimentos de ensino e outras instituições comunitárias.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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