A Educação Física que não chega
Corre-se mais em Portugal do que há dez anos.
Abrem-se campos de padel sem parar em quase todos os concelhos e os ginásios investem em tornar-se espaços wellness , onde se treina por prazer e não por obrigação.
Por aqui, tudo bem.
Mas, e as crianças? A Organização Mundial da Saúde recomenda que quem tem entre 5 e 17 anos deva fazer, em média, 60 minutos de atividade física moderada a intensa por dia.
São sete horas por semana.
A escola é o único sítio onde todas as crianças do país estão por obrigação, e a Educação Física ocupa algumas horas por semana, diria horas insuficientes face ao que a OMS recomenda.
O resto tem de acontecer fora da escola, e é aí que as diferenças e as preocupações aparecem.
Uma criança cujos pais podem pagar um clube, uma atividade extracurricular ou levá-la ao parque ao fim do dia chega perto do recomendado.
As outras ficam longe.
Já para não falar de que, ao não fazerem desporto, as probabilidades de ficarem por casa ligadas a telemóveis e computadores são imensas.
Vale a pena olhar para países que organizaram o desporto de outra maneira.
Nos Estados Unidos, o desporto vive dentro da escola.
Os clubes de bairro têm um peso pequeno comparado com o que se vê na Europa.
A equipa de futebol americano, de basquetebol, de atletismo ou de natação é a da escola.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.