Islândia vota sobre regresso à mesa da UE
Este sábado, a Islândia decidiu pela retoma ou não das negociações de adesão à União Europeia, suspensas há 11 anos. As urnas encerraram pelas 22h locais, 23h em Portugal continental, e o apuramento parcial, contabilizando apenas os votos da circunscrição sul, revela uma vitória do “não” por 59,8% dos votos. Os números, entretanto, ainda estão a ser apurados, e um resultado é esperado ao longo da madrugada.
De acordo com o jornal local Visir , a participação eleitoral foi semelhante à das últimas eleições parlamentares de 2024. Até poucos dias antes da votação, as sondagens indicavam uma disputa acirrada. Entre os argumentos pelo “não”, destacam-se a manutenção da soberania e dos lucros na indústria da pesca. Já o “sim”, visa mais segurança e uma moeda mais estável.
O referendo estava previsto para 2027, mas foi a votos este sábado antecipadamente por motivos sobretudo económicos. “A economia, as taxas de juro, o controlo sobre recursos naturais e a soberania ocupam um lugar muito mais importante tanto na mente dos eleitores como na dos candidatos”, explica ao Observador Kristinn Árni Hróbjartsson, o cofundador e diretor do think tank islandês Varða, focado na segurança e resiliência.
Trump, moeda e pescas. Islândia vai a referendo para decidir retoma de negociações para adesão à UE
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