1h. FPC diz que Pimenta pode ser melhor atleta português
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É uma hora. Boa noite, o meu nome é Maria Miguel Marques, vamos às notícias. Começamos com a rentrée da Iniciativa Liberal. A líder do partido, Mariana Leitão, acusa o governo de falsas promessas. Diz mesmo que Luís Montenegro enganou muitos portugueses. Foram as palavras da líder liberal que marcaram o discurso de rentrée do partido, que decorreu no Calçadão de Quarteira, no Algarve. Sob o olhar de figuras grandes do partido, como João Cotrim de Figueiredo e Bernardo Blanco, Mariana Leitão acusa Luís Montenegro de mentir quanto às reformas e diz que o governo ignora a classe média.
O discurso reformista de Luís Montenegro não passou de uma mentira eleitoral. Enganou muitos portugueses, que hoje já não confiam o seu voto ao PSD porque perceberam que só na Iniciativa Liberal esse voto está seguro e é respeitado. A classe média está sob ataque e é ignorada por quem nos governa. E sabem por quê? Eu digo-vos. Porque a classe média há muito deixou de pesar nas urnas como pesava antes.
Mariana Leitão, que afirma ainda estar farta de discursos vazios, pelo que exige reformas para o país.
Estou farta de discursos vazios, estou farta de grupos de trabalho e relatórios inconsequentes, estou farta de diagnósticos que se repetem legislatura após legislatura. Não me interpretem mal. Sei as dificuldades que temos pela frente. Não me apresento aqui com mentiras, nem com populismos, a dizer que tudo se resolve de forma fácil, simples ou imediata. Mas sou uma mulher de ação. Sempre fui. Tenho a iniciativa e a energia para exigir reformas, não remendos, para vencer a apatia e contrariar o discurso condescendente que tudo bloqueia.
A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, durante a rentrée política da IL, assinalada na noite de sábado, no Calçadão da Quarteira. Falamos agora do Orçamento de Estado, numa altura em que falta pouco mais de um mês e meio para o governo ter de apresentar uma proposta. As negociações com o PS já vão a meio. Os socialistas consideram duas condições como resolvidas, mas ainda aguardam pela posição do primeiro-ministro noutros dois temas. Ao todo, foram quatro as condições apresentadas pelo PS para o Orçamento de Estado do próximo ano. Na questão das pensões e do PRR, José Luís Carneiro já teve as respostas que queria. Mas quanto aos limites da revisão constitucional e aos apoios às vítimas das tempestades, o secretário-geral do Partido Socialista ainda aguarda pela posição de Luís Montenegro. Teresa Freire.
O tema mais sensível entre sociais-democratas e socialistas é a possível revisão constitucional. O PS exige um entendimento prévio sobre os limites para impedir que a negociação de matérias estruturais seja feita apenas à direita. José Luís Carneiro já pediu uma palavra pública a Luís Montenegro, mas até agora, só silêncio. O PS quer também que a proposta orçamental apresente soluções para as famílias, empresas e autarquias que foram afetadas pelas tempestades de janeiro e fevereiro. Falta agora que o governo se pronuncie. Relativamente às outras duas exigências, há mais desenvolvimentos.
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