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PSP justifica intervenção com "comportamentos de resistência" dos manifestantes

Diário de Notícias ·
PSP justifica intervenção com "comportamentos de resistência" dos manifestantes

A PSP alegou esta quinta-feira, 15 de outubro, que a intervenção policial que aconteceu na última madrigada na Praça D.

João I, no Porto, se deveu a "comportamentos de resistência" da parte dos manifestantes.

Diz que "ao longo do dia, a Polícia Municipal do Porto solicitou, por diversas vezes, a remoção das tendas, sem que tal tenha sido acatado" e lembra que, de acordo com a lei, as reuniões e manifestações em lugares públicos não podem prolongar-se para além da 00h30.

Explica depois que eram 3h00 quando desencadeou a operação policial "tendo solicitado aos manifestantes que cessassem o ruído e recolhessem as tendas, o que continuaram a não fazer".

"Durante a intervenção, alguns participantes adotaram comportamentos de resistência à atuação policial, procurando impedir o exercício das funções dos polícias no local", alega, acrescentando que um polícia ficou ferido e foi transportado a uma unidade hospitalar.

"A PSP tem igualmente conhecimento de feridos entre os manifestantes, não sendo ainda possível indicar o seu número", assume, reafirmando o respeito pelo direito de reunião e de manifestação.

Recorda, contudo, que "o seu exercício deve decorrer dentro dos limites legais, designadamente quanto à comunicação prévia, ao horário e à utilização do espaço público".

A PSP informa ainda que relativamente aos factos descritos, será elaborado o respetivo auto de notícia, a remeter ao Ministério Público, ao qual será junto o registo videográfico dos incidentes.

O Movimento pela Habitação que está em protesto no Porto desde sábado denunciou que durante a madrugada desta quinta-feira, 15 de outubro, houve uma intervenção policial que causou ferimentos em 37 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave.

Há uma nova concentração marcada para as 19h00.

Confrontos nos protestos pela habitação no Porto.

Manifestantes denunciam 37 feridos Montenegro defende forças policiais e pede a manifestantes que não sejam egoístas

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