China lamenta ausência de comunicado conjunto na reunião do G20
A China lamentou hoje que a reunião dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20 tenha terminado sem um comunicado conjunto e pediu a Washington que respeite as preocupações de todos os membros.
“A China lamenta profundamente que a reunião não tenha conseguido emitir um comunicado”, afirmou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun, em conferência de imprensa.
Guo respondia a uma pergunta que atribuía a falta de consenso às divergências da China sobre a questão dos desequilíbrios comerciais globais, algo que o porta-voz não confirmou.
O representante da diplomacia chinesa limitou-se a afirmar que as diferentes partes manifestaram “pontos de vista distintos sobre as questões relevantes” durante a reunião, realizada entre segunda e terça-feira em Asheville, no estado norte-americano da Carolina do Norte.
Guo defendeu que o G20, enquanto principal fórum de cooperação económica internacional, deve abordar as grandes questões económicas mundiais de forma “objetiva, imparcial e equilibrada”, com base no consenso e na participação em condições de igualdade.
“A China espera que os Estados Unidos, enquanto presidência, trabalhem com todos os membros de acordo com estes princípios e respeitem plenamente as preocupações legítimas de todas as partes”, acrescentou.
A reunião de Asheville centrou-se, entre outros temas, no crescimento económico e na dívida soberana, com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, a defender uma redução dos obstáculos regulatórios e um maior crescimento económico como forma de conter os elevados níveis de endividamento.
O encontro ficou ainda marcado pela incerteza económica provocada pela guerra com o Irão e pelo encerramento do estreito de Ormuz.
A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, advertiu, no final da reunião, que o “choque energético ainda não terminou”.
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