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Política

Casos sobre o MAI são "sequência absolutamente bizarra", diz Ventura

Notícias ao Minuto - Política ·
Casos sobre o MAI são "sequência absolutamente bizarra", diz Ventura

N uma conferência de imprensa sobre o relatório do grupo de trabalho da Segurança Social, o líder do Chega quis começar com duas notas prévias, a primeira das quais de pesar e solidariedade pela morte de dois militares do Exército hoje num atropelamento na A1.

André Ventura referiu-se depois à "sequência absolutamente bizarra, inaceitável e cada vez menos compreensível de factos relativos ao ministro Luís Neves".

"O conluio, a promiscuidade, as suspeitas de favorecimento que aumentam agora e que não estão mais do que a prejudicar o ministro Luís Neves, estão a prejudicar uma instituição, que é a Polícia Judiciária, que vê o seu nome e a sua imagem na lama por causa de Luís Neves, mas do próprio Estado português e da credibilidade do Estado português, quer internamente junto do seu eleitorado e das suas instituições, quer externamente junto dos nossos parceiros europeus e dos parceiros internacionais", criticou.

Para o líder do Chega, "a ideia de que a mentira dita, redita, assumida, como forma de esclarecimento pode ser tolerável, é uma ideia que se o primeiro-ministro não lhe põe fim, descredibiliza e mata completamente a sustentabilidade do Governo".

"O nível de sórdido está na incapacidade de se perceber que este ministro já não existe e estamos numa fase em que precisamos de um ministro da Administração Interna que exista, estamos numa fase de incêndios, estamos numa fase de risco de segurança, precisamos de um ministro da Administração Interna e não o temos", disse.

Ventura afirmou ainda que não compreende o porquê de Luís Montenegro não tomar "uma decisão e uma iniciativa".

"É caso para dizer: até o secretário-geral do Partido Socialista já percebeu que não podia manter-se na mesma posição de silêncio e de cumplicidade que estava a ter. Se o primeiro-ministro não percebe isto, é o arrastar da promiscuidade a cada dia que passa, é uma coisa um pouco bizarra", criticou.

Uma investigação do Nascer do Sol e a TVI/CNN refere que Luís Neves dispõe, no ministério, de várias viaturas oficiais topo de gama, de dois motoristas e de quatro elementos de segurança. Apesar disso, o governante conduz e leva para casa um carro desportivo apreendido pela Polícia Judiciária, que será o mesmo carro que já usava enquanto diretor-nacional da PJ.

Em resposta à investigação do Nascer do Sol e TVI/CNN, o ministro explicou tratar-se de uma viatura de serviço em regime de comodato, devidamente autorizado em termos legais.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Política.

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