Não é a história. É a credibilidade.
Diz-me a experiência, que as marcas tendem quase sempre a achar que a sua história é melhor ou pelo menos tão boa como a “da vizinha”.
E, na maioria dos casos, acreditam genuinamente nisso.
Porque trabalharam muito para aquele projeto ver a luz do dia, investiram, envolveram equipas, construíram uma narrativa.
Naturalmente, esperam reconhecimento e visibilidade.
Hoje, a comunicação conta com uma panóplia interminável de emissores-recetores, canais interativos e formatos pelos quais “corre e desagua” muita informação.
Parece, por vezes, que brincamos ao jogo do telefone: aquele em que a mensagem final em quase nada corresponde à inicial.
A informação circula, fragmenta-se, transforma-se.
O ruído é ensurdecedor.
E as marcas continuam a comunicar como se a atenção fosse garantida.
Já não é.
Durante muito tempo, o que determinava a cobertura mediática era a novidade, o impacto ou o caráter disruptivo de uma história.
A realidade é simples: a novidade não se fabrica todos os dias.
E, num contexto de excesso, deixou de ser suficiente.
O que hoje faz a diferença é a capacidade de dizer algo que faça sentido, e que seja percebido como verdadeiro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.