Shein teve de voltar a aproximar-se da China para conseguir chegar à bolsa
A gigante da moda rápida prepara-se agora para começar a negociar as suas acções em Hong Kong, depois de não ter conseguido concretizar os planos anteriores nos Estados Unidos e no Reino Unido.
A operação avalia a empresa em cerca de 26,5 mil milhões de dólares, uma queda acentuada face aos quase 100 mil milhões de dólares que chegou a valer em 2022.
A mudança de rumo não aconteceu por acaso.
Apesar de ter sede em Singapura, a Shein continua muito ligada à China.
É no país que se encontra uma parte essencial da rede de fabricantes que produz as roupas vendidas pela plataforma em todo o mundo.
Nos últimos anos, a empresa tentou mostrar que podia funcionar como uma multinacional independente da China.
Chegou a incentivar alguns fornecedores chineses a criar produção noutros países, numa tentativa de diversificar a cadeia de abastecimento.
Mas esse processo revelou-se mais difícil do que o esperado.
Ao mesmo tempo, a Shein encontrou obstáculos para avançar com a entrada em bolsa.
Os planos para Nova Iorque acabaram por ser abandonados e a tentativa de Londres também não chegou a concretizar-se, num contexto de crescente escrutínio das autoridades chinesas e ocidentais.
Foi então que a empresa mudou de abordagem.
O fundador, Sky Xu, passou a intensificar os contactos com as autoridades chinesas e a assumir uma presença pública maior no país.
A empresa comprometeu-se ainda a investir cerca de 1,5 mil milhões de dólares na China, reforçando a sua actividade industrial e tecnológica.
Para Pequim, a Shein pode representar uma forma de levar a produção chinesa aos consumidores internacionais.
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