Dolly Parton a cantora que transformou direitos de autor num império de 450 milhões de dólares
A Reuters foi uma das primeiras grandes agências a olhar para esta dimensão menos conhecida do seu legado, numa análise publicada na newsletter económica On the Money .
A pergunta é quase inevitável: como conseguiu uma rapariga nascida numa família pobre das montanhas do Tennessee construir um património desta dimensão sem perder o controlo da sua própria marca? A resposta passa por uma palavra que Dolly Parton compreendeu muito antes de se tornar uma das expressões mais importantes da economia digital: propriedade.
Dolly escreveu mais de 3.000 canções.
Mas não se limitou a escrevê-las.
Ao longo da carreira, procurou manter os direitos sobre aquilo que criava, transformando canções em activos que poderiam continuar a gerar receitas muito depois de deixarem de estar no topo das tabelas.
O caso mais famoso é I Will Always Love You .
Quando Elvis Presley mostrou interesse em gravar a canção, Dolly recusou uma proposta que implicaria ceder parte dos direitos editoriais.
Anos mais tarde, Whitney Houston gravou-a para a banda sonora de The Bodyguard .
A música tornou-se um fenómeno mundial e uma das canções mais rentáveis associadas ao nome de Parton.
A decisão é hoje quase uma aula de gestão de activos: em vez de trocar um rendimento futuro por dinheiro imediato, Dolly conservou a propriedade.
O Wall Street Journal estima que o seu catálogo musical valesse cerca de 120 milhões de dólares.
A estimativa dá uma dimensão concreta ao valor acumulado por milhares de canções e mostra por que razão os direitos de autor se tornaram uma das partes mais importantes do património dos grandes compositores.
A música, porém, foi apenas o princípio.
Em 1986, Dolly Parton associou-se à Herschend Family Enterprises para criar o Dollywood, um parque temático em Pigeon Forge, no Tennessee, no coração das Great Smoky Mountains.
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