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Ceuta pede que governo concretize plano de segurança para início de aulas

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Ceuta pede que governo concretize plano de segurança para início de aulas

A conselheira da Educação, Cultura e Juventude de Ceuta, Pilar Orozco, transmitiu ao secretário de Estado da Educação, Abelardo de la Rosa, a necessidade de o ministério esclarecer as medidas previstas para garantir o início das aulas com normalidade, noticia a agência EFE.

Durante a conversa, o secretário de Estado indicou que o Governo está a trabalhar na organização de um dispositivo de segurança, em coordenação com as forças e corpos de segurança do Estado, e que está garantida a vigilância dos estabelecimentos de ensino durante 24 horas.

Pilar Orozco considerou, contudo, necessário "avançar no nível de concretização e na informação" prestada às famílias, tendo em conta a preocupação existente perante a situação excecional que a cidade atravessa.

A responsável indicou que são numerosas as famílias que têm dúvidas sobre se devem levar os filhos aos estabelecimentos de ensino no início do ano letivo.

A conselheira pediu que seja explicado "com maior precisão" em que consistirá o dispositivo de segurança, quantos efetivos serão mobilizados, qual será o reforço de meios face à situação atual e quando estarão operacionais as diferentes medidas previstas.

Segundo a mesma fonte do executivo, durante o contacto foi também abordada a situação de cinco estabelecimentos de ensino que apresentam maiores necessidades de reforço dos seus perímetros de segurança, tendo Pilar Orozco pedido informação sobre os prazos para a realização das intervenções, que incluem o aumento da altura dos muros.

Pilar Orozco defendeu que o objetivo deve ser que o ano letivo comece com normalidade e que nenhum aluno deixe de frequentar as aulas por falta de informação ou incerteza sobre as condições de segurança.

Está prevista para segunda-feira uma nova reunião da conselheira com o diretor provincial da Educação, Cristóbal Guzmán.

Na sexta-feira, centenas de habitantes de Ceuta (com um total de 83.000 residentes) voltaram a sair às ruas para manifestar o seu descontentamento com a presença de milhares de migrantes que entraram na cidade autónoma a 30 de julho.

Na manifestação, exigiram também o seu repatriamento para Marrocos e que abandonem definitivamente o acampamento da praia do Trampolín, situado nas imediações do Centro de Estadia Temporária de Imigrantes (CETI), que continua sobrecarregado.

Após vários dias de protestos, não estão previstas mobilizações na cidade autónoma para este fim de semana, segundo a EFE.

Elma Saiz, também porta-voz do Governo espanhol, classificou como "extraordinária" a resposta do executivo, "do ponto de vista da legalidade e da humanidade", à entrada ilegal na cidade autónoma espanhola de Ceuta de mais de 72.000 migrantes procedentes de Marrocos num período de 24 horas, no final de julho, uma situação de uma "dimensão excecional".

Quase um mês depois, continuam a não existir dados exatos sobre o número dos migrantes que ainda permanecem em Ceuta, com algumas estimativas a apontarem até 8.000 ilegais.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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