Cabos submarinos: Estar ligado atrai investimentos de 10 mil milhões
É em Calais, no norte de França, que a Alcatel Submarine Networks fabrica milhares de quilómetros de cabos submarinos todos os anos.
Depois de produzidos, são instalados no fundo dos oceanos para ligar continentes e garantir a circulação da Internet em todo o mundo.
Com mais de 165 anos de história, a empresa é hoje a maior fabricante mundial desta infraestrutura essencial às comunicações globais.
E Portugal faz parte desta rede: a posição geográfica do país, junto ao Atlântico, torna-o um ponto importante na ligação entre a Europa, África e América.
“Temos uma posição geoestratégica privilegiada na rede global de cabos submarinos.
Cerca de 15 a 20% dos cabos submarinos passam atualmente na nossa zona de soberania e a tendência é para aumentar nos próximos anos.
Temos em Portugal vários fatores de atratividade para a amarração de cabos submarinos.
Desde logo, a nossa posição geoestratégica privilegiada e ligação direta a todos os continentes”, diz Luís Bernardino, presidente do Observatório dos Ecossistemas Digitais, ao Jornal Económico.
Até ao final deste ano, Portugal deverá contar com 20 cabos submarinos amarrados à costa.
Entre os principais encontram-se o EllaLink, Equiano, Medusa, 2Africa, Nuvem, New CAM Ring e Olisipo.
O mais recente a chegar foi o Nuvem, da Google, o primeiro a estabelecer uma ligação direta entre os Estados Unidos e Portugal.
A tecnológica liderada por Sundar Pichai prepara outro projeto, o Sol, que ligará a Florida à cidade espanhola de Santander, com passagem pela ilha de São Miguel.
Além da Google, também a Meta (dona do Facebook, WhatsApp e Instagram) e outras tecnológicas norte-americanas têm sondado a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) sobre a possibilidade de instalar mais cabos submarinos em Portugal.
Já a Meo vai operar o cabo submarino Pisces, também conhecido por “cabo brexit”, que se vai ligar de dois pontos da Europa até à Irlanda, contornando o Reino Unido.
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