Macron fala aos franceses esta noite. Violência de volta às ruas de Paris
O presidente francês, Emmanuel Macron, fala esta noite aos franceses, um dia depois de os protestos que reuniram centenas de milhares de pessoas terem descambado em violência, com edifícios e carros queimados, lojas pilhadas e membros das forças de segurança feridos.
Pelo menos duas mil pessoas já foram detidas.
O "pronunciamento solene" está marcado para as 20h00 locais (19h00 em Portugal Continental), indicou o Palácio do Eliseu, depois de receber pelas 17h30 (16h30 em Lisboa) o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, e os ministros do governo envolvidos.
Os protestos sobre o aumento do custo de vida, que segundo algumas organizações levaram 800 mil pessoas a desfilar em várias cidades francesas (o governo fala em 550 mil), acabaram em violência e pilhagens.
Segundo o último balanço do ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, pelo menos duas mil pessoas já foram detidas e mais de 600 polícias, bombeiros e outros membros das forças de segurança ficaram feridos.
"Manifestar-se é um direito fundamental.
Semear a desordem com violência e de forma coordenada não o é.
Atacar as nossas forças de segurança, investir contra as nossas instituições, depredar edifícios públicos, invadir câmaras municipais ou sedes administrativas, saquear estabelecimentos comerciais: nada disto se pode justificar", escreveu o ministro no X.
Manifester est un droit fondamental.
Semer le désordre avec violence et de manière concertée n’en est pas un.
Attaquer nos forces de l’ordre, s’en prendre à nos institutions, dégrader des bâtiments publics, s’introduire dans des préfectures ou des mairies, piller des commerces :… — Laurent Nuñez (@NunezLaurent) October 18, 2026 Em Limoges, a câmara municipal, do século XIX, foi destruída pelo fogo, enquanto noutras cidades os edifícios chegaram a ser invadidos e há danos em Marselha ou Lille.
"A câmara municipal de Limoges vai ser reconstruída, pois é o símbolo de uma nação que não se deixa abater nem intimidar", afirmou o primeiro-ministro numa carta enviada ao autarca local, citada pelo jornal Le Monde .
Hôtel de ville incendié : Limoges blessée, mais la République ne cédera pas Ce soir, notre hôtel de ville a été la cible des flammes.
Comme chacun d’entre vous, j’ai vu avec effroi brûler ce lieu qui appartient à toutes les Limougeaudes et à tous les Limougeauds.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.