Irão: Conselho do Golfo condena ataques iranianos a países da região
E m comunicado, o secretário-geral do CCG, Jassem Mohamed Albudaiwi, manifestou a sua condenação "nos termos mais veementes" aos "ataques atrozes" levados a cabo pelo Irão com mísseis e drones contra os países vizinhos.
"Estes ataques iranianos constituem uma violação flagrante da soberania dos Estados e uma ameaça direta à sua segurança e estabilidade", afirmou Albudaiwi.
Entre os países visados, o dirigente da organização referiu-se ao Bahrein, Kuwait e à Jordânia e transmitiu o seu apoio a "todas as medidas e ações que tomem para preservar a sua soberania, proteger a sua segurança e estabilidade e garantir a segurança dos seus cidadãos e residentes".
As forças armadas iranianas reivindicaram ataques na noite de terça-feira dirigidos a alegadas bases e interesses norte-americanos na Jordânia, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e na região semiautónoma do Curdistão iraquiano, após sucessivas vagas de bombardeamentos dos Estados Unidos contra o Irão.
O reatamento dos confrontos segue-se a um período de um mês de acalmia na guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra o Irão.
Washington e Teerão acordaram em 17 de junho um memorando de entendimento, que incluiu um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval entretanto imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irão.
As partes voltaram no entanto à confrontação e aos respetivos bloqueios navais e não prosseguiram as negociações previstas no memorando para alcançarem um acordo de paz definitivo, cujo prazo de dois meses expirou.
O Irão exige que os Estados Unidos voltem aos compromissos assumidos no memorando e tem reiterado que o estreito de Ormuz só será reaberto à navegação comercial em troca do fim da guerra em todas as frentes e do levantamento do bloqueio norte-americano.
Ao mesmo tempo, tem negociado com o vizinho Omã um acordo provisório para o estabelecimento de rotas marítimas seguras em Ormuz, antes de os dois lados avançarem para um entendimento final, que poderá culminar na cobrança de portagens à navegação comercial.
Os Estados Unidos anunciaram pelo seu lado sanções a indivíduos e entidades que desenvolvam relações comerciais com o Irão, no âmbito de uma operação que visa isolar a República Islâmica e agravar a crise enfrentada pelo país.
Segundo o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, esta operação não visa derrubar o regime de Teerão, mas forçá-lo a celebrar um acordo em sede negocial.
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