Milhares em manifestações em Espanha em solidariedade com Ceuta
0" class="w-full" :src="`https://media-manager.noticiasaominuto.com/1920/${images[activeSlide]['media_source'].replace('.jpg', '.webp')}`" alt="Milhares em manifestações em Espanha em solidariedade com Ceuta" width="1920" height="540" /> 10 Fotos
A s centenas de manifestações foram convocadas por diversas instituições e associações para hoje por ser o Dia de Ceuta, a festa anual da cidade, um enclave espanhol no norte de África, com fronteiras com Marrocos.
Segundo dados de autoridades locais, as manifestações mobilizaram 20.000 pessoas na própria cidade de Ceuta e outras 50.000 em Madrid, onde houve uma das concentrações mais numerosas, em frente da câmara municipal da capital espanhola, liderada pelo Partido Popular (PP, direita).
Nesta manifestação esteve o líder do PP e da oposição em Espanha, Alberto Núñez Feijóo, e do Vox (extrema-direita), Santiago Abascal, que preside ao terceiro maior partido no parlamento nacional.
Em declarações aos jornalistas, Feijóo lamentou que o primeiro-ministro de Espanha, o socialista Pedro Sánchez, não tenha estado hoje em Ceuta nas celebrações do dia da cidade.
"Ceuta merece que os poderes do Estado estejam presentes", afirmou, antes de sublinhar que "uma cidade espanhola foi invadida e ocupada e com o conhecimento do Governo".
Feijóo acusou Sánchez de mentir sobre Ceuta e de ter escondido relatórios policiais sobre o ocorrido na cidade.
Sánchez não participou hoje em nenhum evento relacionado com o Dia de Ceuta, mas divulgou um vídeo nas redes sociais reiterando o compromisso do Governo com a mobilização de todos os meios e esforços para solucionar a crise instalada na cidade, assumindo que é uma situação complexa.
"Hoje quero agradecer ao povo de Ceuta a serenidade, a solidariedade e a responsabilidade que demonstrou durante estas semanas", disse o primeiro-ministro.
A manifestação ao final da tarde de hoje em frente da câmara de Madrid foi uma das concentrações em que se ouviram gritos e insultos contra o primeiro-ministro e pedidos de demissão de Sánchez e do Governo por causa de Ceuta.
Como aconteceu noutras cidades e localidades espanholas, em Madrid houve à mesma hora outras manifestações, de grupos que se quiseram desvincular do PP e do Vox, convocadas em solidariedade com Ceuta e "contra o racismo" e os "discursos ódio", mas também por grupos conotados com a direita mais extremista.
Em locais como Valência, os meios de comunicação social relataram como manifestantes queimaram cartazes com a cara de Pedro Sánchez e do Rei de Marrocos, Mohamed VI, enquanto noutros casos houve lamentos pelo aproveitamento político que os manifestantes consideram estar a ser feito de Ceuta pelos partidos de direita e, sobretudo, de extrema-direita e xenófobos.
O ministro da Política Territorial de Espanha, Ángel Victor Torres, que está a coordenar a resposta do Governo à crise de Ceuta, disse hoje que a maioria das concentrações teve motivações políticas.
"Não é para demonstrar apoio à cidade de Ceuta ou aos seus habitantes, é para atacar o governo de Espanha", afirmou, em declarações a jornalistas.
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