Com sismos na Venezuela, "há mais portugueses em dificuldade". E a ajuda?
"H á já dois meses que estamos a passar por uma situação muito difícil. Nós acompanhávamos muitas famílias luso-venezuelanas em situação de vulnerabilidade, mas com os terramotos há mais portugueses em dificuldade" , disse a presidente da SBDP à Agência Lusa.
Lucecita Fernandes Ferreira explicou que as Damas de Beneficência, como são conhecidas, apesar de a atualidade noticiosa não ser tão alarmante, no terreno continua a necessidade de acompanhamento dos afetados.
"Precisamos, sim, de apoio para poder ajudar", frisou, sublinhando que desde o duplo sismo, as Damas de Beneficência, têm ido frequentemente ao terreno, em particular a La Guaira, o estado mais afetado.
"Temos estado em quatro localidades: em Cátia La Mar, Tanaguerana, Naiguatá e Praia Grande, distribuindo uma pequena ajuda de cabazes alimentares e kits e higiene. Gostaríamos de poder apoiar mais, mas fazemos o que podemos como o que temos, temos dado resposta dentro das nossas possibilidades", disse.
Lucecita Fernandes Ferreira, alertou ainda que após o duplo sismo alguns portugueses migraram para cidade de Caracas, porque perderam os seus apartamentos, negócios e o emprego, em La Guaira.
"Agora estão a morar com os parentes aqui em Caracas. Então, um núcleo familiar que antes era de 4 pessoas [a precisar de ajuda], agora são de 8 ou 10", disse.
Lucecita Fernandes Ferreira explicou ainda ter percebido "que há boa vontade" de parte do Governo português para ajudar os lusitanos, "mas efetivamente esses recursos ainda não chegaram às instituições" luso-venezuelanas.
"Mas, também já temos a notícia, e foi publicado, que há recursos a ser geridos para esta emergência e estamos a confiar que vão chegar em breve e agradecemos que assim seja. O problema é que os dias passam e as necessidades continuam no terreno", disse.
Por outro lado, explicou que a SBDP apresenta regularmente projetos para atenção a carenciados - antes anualmente e agora duas vezes por ano-, e planifica as suas jornadas segundo o aprovado.
"A SBDP está a trabalhar em três frentes: assistência, formação e cultura", disse.
E explicou que na parte da assistência entregam cabazes, medicação e produtos de higiene, disponibilizam um roupeiro e elaboramos uma sopa que é distribuída nos dias da jornada.
Por outro lado, na vertente da formação estão a ser dadas aulas de costura e de doçaria portuguesa a senhoras.
"E, na cultural, estamos a dar aulas às crianças dos 7 aos 14 anos, num programa de férias escolares. A parte cultural é também muito importante porque muitas pessoas não têm possibilidades de ver televisão portuguesa em casa, nem de ir a um clube", disse.
Frisou ainda que a SBDP comemora algumas datas nacionais, como o Dia de Portugal, o aniversário do 25 de abril, "que ajudam as pessoas a recordar a cultura portuguesa".
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.