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Obesidade: chamámos-lhe doença. Falta tratá-la

Diário de Notícias ·

Uma doença não se trata por decreto.

Portugal reconheceu a obesidade como doença crónica em 2004.

Vinte e dois anos depois, o que mudou verdadeiramente na resposta às pessoas e na vida daqueles que vivem com obesidade? Mais do que diplomas ou estratégias, são estas as mais importantes medidas da nossa capacidade de enfrentar aquele que representa um dos maiores desafios de saúde pública no nosso país.

É pelos resultados que essa resposta deve ser avaliada.

A obesidade é uma doença complexa e multifatorial e a resposta tem necessariamente de refletir essa complexidade.

Não pode depender de uma única solução, de uma consulta isolada ou da capacidade de cada pessoa encontrar, por si própria, o caminho dentro do sistema.

Tratar a obesidade exige integração e acompanhamento, ao longo da vida.

Começa nos cuidados de saúde primários, onde a doença deve ser identificada e acompanhada precocemente.

Exige critérios claros de referenciação quando são necessários cuidados diferenciados.

E pressupõe acesso a equipas capazes de integrar diferentes competências e diferentes opções terapêuticas, de acordo com as necessidades de cada pessoa.

Esta resposta torna-se ainda mais urgente num país em que o perfil de saúde da população está a mudar.

A evidência disponível aponta para o crescimento das doenças crónicas e da multimorbilidade, com impactos cada vez mais visíveis na qualidade de vida, na produtividade, na sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde e na economia.

A OCDE sublinha que atuar sobre a obesidade representa uma oportunidade determinante para reduzir a carga das doenças crónicas, gerar ganhos em saúde e reforçar a sustentabilidade económica, através de estratégias assentes na prevenção, na promoção de ambientes saudáveis e em sistemas de saúde integrados e centrados na pessoa.

É precisamente essa lógica que está subjacente à criação do Programa Nacional de Prevenção e Gestão de Obesidade e à publicação do Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade no Serviço Nacional de Saúde que prevê a constituição de Equipas Multidisciplinares da Obesidade nas Unidades Locais de Saúde enquanto pilares para a sua implementação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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