As reações nas redes às mensagens de Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes
O teor das mensagens reveladas no caso envolvendo o ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a transformar o episódio em uma das principais crises reputacionais da Suprema Corte nas redes sociais, nesta terça-feira, 1º.
Levantamento da Ativaweb DataLab, feito com exclusividade para VEJA, mostra que 87,7% das manifestações classificadas sobre o caso têm conteúdo negativo ou crítico.
A divulgação do conteúdo das conversas entre Moraes e o ex-dono do Banco Master provocou uma onda de indignação, desconfiança e cobranças nas redes.
Entre os termos e reações mais recorrentes, estão pedidos de investigação, afastamento e impeachment, além de críticas ao STF e ironias envolvendo a expressão “defesa da democracia”.
As manifestações negativas, porém, não têm um único alvo.
Dentro dos 87,7% classificados como críticos, aparecem ataques e questionamentos direcionados a Vorcaro, Moraes, ao STF e a outras autoridades e instituições que passaram a integrar a narrativa do caso.
“O volume mostra o tamanho da conversa.
O sentimento mostra a direção dela.
E, neste caso, quase nove em cada dez manifestações classificadas estão inseridas em um ambiente de crítica e pressão reputacional”, afirma Alek Maracajá, da Ativaweb DataLab.
Continua após a publicidade Outros 11,3% dos conteúdos foram classificados como jornalísticos ou informativos, principalmente pela reprodução de manchetes e atualizações sobre o episódio, sem manifestação explícita de apoio ou reprovação.
Apenas 1% da amostra foi considerado neutro ou sem sentimento identificável.
A repercussão também extrapolou Brasília e os círculos político e jurídico.
Os dez estados com maior volume de conversas públicas sobre o caso foram São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Ceará, Pará e Santa Catarina.
Continua após a publicidade “O dado geográfico mostra que não estamos diante de uma discussão concentrada em Brasília.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.