Por muito menos, Xandão mandaria prender Moraes
O circo do Supremo pegou fogo. André Mendonça riscou o fósforo ao expor detalhes das relações promíscuas de Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes. Os vínculos estão estampados em relatório de 218 páginas da Polícia Federal. Num prenúncio do que está por vir, Moraes bateu boca com Mendonça a portas fechadas na segunda-feira. O Supremo vive uma crise inédita. Coisa jamais vista nos 135 anos de existência do tribunal.
Descobriu-se que Moraes editou o contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Master e o escritório de sua mulher, Viviane Barci. Vorcaro passou a cultivar uma proximidade tóxica com o marido da doutora. Às vésperas de ser preso, o mafioso que tinha um banco sentiu-se à vontade para enviar mensagens vadias ao magistrado.
Vorcaro pediu socorro a Moraes para abortar a "sacanagem" que dizia estar sendo montada contra ele na PGR e na PF. Queria que o ministro intercedesse junto ao procurador-geral Paulo Gonet e ao chefe da PF Andrei Rodrigues. Chegou a perguntar a Moraes se deveria deixar o país. Foi preso a caminho do jatinho.
Por muito menos, Xandão já teria decretado a prisão cautelar de Alexandre de Moraes. Já fez isso com inúmeros investigados de menor influência, sob a alegação de que poderiam comprometer investigações. Junto com o mandado de prisão, expediria uma ordem de busca e apreensão do celular do contato supremo de Vorcaro.
Mendonça deseja que o plenário do Supremo decida, em sessão pública, se Moraes deve ser investigado. Se abafar o caso, como fez com a venda do resort de Toffoli para o Master, o tribunal pode ser carbonizado junto com Moraes num processo de impeachment no Senado em 2027.
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