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Política

Mais uma vez o PT lidera o Brasil contra o fascismo

Brasil de Fato ·
Mais uma vez o PT lidera o Brasil contra o fascismo

Professor, cientista político e vice-presidente estadual do PT em Pernambuco.

A eleição de 2026 será disputada dentro e fora do Brasil. O mundo vive o ápice da radicalização política desencadeada pela crise de 2008. De lá para cá consolidou-se o avanço de uma trindade super poderosa: o sistema financeiro, as big techs e os grandes monopólios de setores como petróleo e gás. A renda ficou ainda mais concentrada, surgiram os primeiros trilionarios, as classes trabalhadoras perderam direitos e empobreceram, aumentaram as desigualdades entre regiões e o fluxos migratórios, explodiram guerras na Europa, no Oriente médio, na Ásia e África.

Nesse mundo em chamas e sob ofensiva das elites econômicas que buscam responder à crise com um novo um ciclo de expansão de riquezas, os governos ocidentais deterioraram ainda mais sua capacidade de salvaguardar condições dignas de vida para grande parte da população. Os governos eleitos nas ditas “democracias liberais” são cada vez mais sufocados pelo poder avassalador da nova trindade do poder. O mercado capitalista em sua versão neoliberal engoliu a democracia e as populações já não creem mais ser possível ter no sistema político um garantidor de sua cidadania.

Nesse cenário de crise e descrença emerge um novo fenômeno político: o neofascismo da extrema direita. Frente a populações pauperizadas, governos fragilizados e a uma esquerda incapaz de apresentar enfrentamentos consistentes e horizontes pelos quais lutemos com paixão, surgem no mundo inteiro lideranças conservadoras que prometem “corrigir o sistema político”, refém, segundo eles, não do sistema financeiro e dos grandes conglomerados econômicos, mas dos “políticos corruptos”, das “minorias degeneradas”, da “falta de liberdade de opinião”.

Saem de cena os verdadeiros responsáveis pela crise e entram inimigos inventados, com algo em comum: para enfrentar todos eles é preciso penalizar as classes populares e glorificar os ricos, a acumulação de riquezas e o mercado capitalista, legitimando reformas antipopulares, aumentando o poder de polícia do estado e autorizando o avanço sobre segmentos sociais fragilizados. Trata-se da fórmula clássica do fascismo, que busca uma aliança entre setores médios e populares radicalizados, valendo-se de espantalhos morais, para sustentar à força o novo padrão de acumulação das elites.

Na América Latina eles atuam de acordo com nossas especificidades, marcadamente elegendo os negros e as mulheres como símbolos da “degradação moral da sociedade”. Aqui também buscam legitimar a superexploração do trabalho, como fiadores das novas formas de precarização e rebaixamento dos salários.

Outra especificidade nossa é o neofascismo defendendo o aprofundamento da dependência, com a desindustrialização do Brasil e nosso alinhamento automático aos interesses imperiais dos EUA. Uma combinação exótica de nacionalismo com entreguismo. Para tanto, recorrem sempre ao fantasma do autoritarismo militar, ainda que dessa vez mais no plano da retórica.

A marca fundamental da década de 2020 do século 21 é o fato de ser a extrema direita a condutora do imperialismo no mundo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.brasildefato.com.br — o conteúdo pertence a Brasil de Fato.

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