Gilmar chama afastamento de Andrei de “vexame” e Fux rebate
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal , criticou nesta 3ª feira (15.set.2026) o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal , Andrei Rodrigues.
Chamou a decisão do ministro André Mendonça de “vexame” e de “falta de noção” .
“O sujeito tem que se algemar antes de fazer esse tipo de coisa.
Quando ele tiver a tentação, tem que pedir que Deus interceda e não faça.
Porque, de fato, submeter uma instituição que já vive todos os problemas que tem a este tipo de vexame é de uma falta de noção, de uma gravidade, que eu jamais vi” , declarou.
Gilmar comparou o afastamento de Andrei à retirada de alguém do comando da Nasa ou do Exército.
“Nunca se imaginou a Polícia Federal peitar um ministro do Supremo Tribunal Federal” .
Em seguida, o ministro Luiz Fux rebateu Gilmar.
“O ministro Gilmar Mendes, que jamais aceitaria a Polícia Federal peitá-lo, e tanto não admitiu que eu já estava no tribunal quando Vossa Excelência atravessou aqui a avenida e foi lá pedir a demissão de um diretor da Polícia Federal” , declarou.
Assista ao julgamento: CASO VORCARO-MORAES Em um ineditismo na história do Supremo, os ministros iniciaram na manhã desta 3ª (15.set.2026) o julgamento sobre o relatório da Polícia Federal que indica uma relação de um integrante da Corte, o ministro Alexandre de Moraes, com Daniel Vorcaro, investigado como líder da maior fraude ao Sistema Financeiro Nacional.
O caso teve início em 1º de setembro , quando o relator das investigações, ministro André Mendonça, tornou público um relatório que identifica uma interlocução entre Vorcaro e Moraes.
O documento afirma que Vorcaro pediu uma interferência do magistrado nas investigações antes de sua prisão, em 17 de novembro de 2025.
O relatório indicou contratos milionários entre o Banco Master e o escritório de advocacia da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes.
Antes que fosse autorizado o andamento das investigações, o ministro André Mendonça remeteu o caso ao plenário do STF.
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