Taxas fecham em alta após dados de inflação nos EUA e antes de pesquisa eleitoral
SÃO PAULO, 14 Out (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam a quarta-feira com altas depois de serem influenciadas ao longo do dia pelo vai e vem dos rendimentos dos Treasuries, após a divulgação de novos dados de inflação nos EUA.
No Brasil, investidores também aguardavam a nova pesquisa Quaest sobre a disputa presidencial, programada para o início da noite.
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Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,66%, com elevação de 8 pontos-base ante 12,579%.
Pela manhã o governo dos EUA informou que seu índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,6% em setembro, em linha com o projetado por economistas ouvidos pela Reuters.
Imediatamente após a divulgação, os rendimentos dos Treasuries de curto e longo prazo dispararam, com os investidores elevando as apostas em nova alta de juros pelo Federal Reserve no curto prazo.
O avanço dos rendimentos dos Treasuries fez as taxas dos DIs marcarem máximas e o dólar avançar ante o real.
Às 9h36, logo após os números do CPI, a taxa do DI para janeiro de 2035 atingiu a máxima de 12,710% (+13 pontos-base).
“Por mais que (o CPI) tenha vindo em linha com o mercado, há uma certa ansiedade para os próximos passos do Fed.
Então, há uma aversão a risco por conta da possibilidade de juros mais elevados nos EUA”, pontuou o analista Matheus Spiess, da Empiricus Research.
Durante a tarde, no entanto, os rendimentos dos Treasuries de longo prazo perderam força e migraram para o território negativo, o que fez as taxas dos DIs se reaproximarem da estabilidade em toda a curva.
Na reta final da sessão, elas voltaram a operar em alta.
Ainda que o exterior tenha determinado a volatilidade vista no Brasil, os investidores se mantiveram atentos ao noticiário político.
A nova pesquisa Quaest sobre a disputa pela Presidência será divulgada após as 18h.
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