Análise de solo ajuda produtor a economizar com fertilizantes e aumentar a produtividade
O laboratório da Epagri em Chapecó faz análise de solo em cerca de 25 mil amostras por ano.
Foto: Divulgação/Epagri A análise de solo é uma das tecnologias de foco da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que vem empregando esforços para disseminar o serviço.
O órgão estima que a prática trouxe um benefício econômico de R$35,2 milhões para o estado de Santa Catarina em 2025.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! A Epagri explica que a análise de solo é uma das tecnologias que têm impacto positivo em todas as cadeias produtiva, afinal, toda a produção de alimentos cultivados requer terra fértil e sadia.
O trabalho começa após a colheita, quando se inicia o planejamento da próxima safra.
Como funciona? O pesquisador da Epagri/Cepaf, Evandro Spagnollo, explica que para a terra se tornar apta para produzir é preciso identificar quais nutrientes são deficitários.
Para grande parte dos solos agricultáveis do Oeste catarinense, por serem naturalmente pobres em nutrientes, é preciso suprir via adubação mineral com nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), e eventualmente, micronutrientes como boro e zinco – ou via adubação orgânica, oriunda de aviários, estábulos e pocilgas.
Ele recomenda que a análise de solo seja feita, pelo menos, a cada dois anos, para decidir a quantidade de fertilizantes de acordo com a expectativa de rendimento da cultura.
O laboratório de solos do Centro de Pesquisa da Agricultura Familiar (Cepaf), inaugurado em 1979, em Chapecó, foi a primeira unidade da Epagri a oferecer o serviço.
“Por ser uma região produtora de suínos e aves, muitas amostras chegam com excesso de potássio e fósforo devido ao intensivo uso de esterco.
Nestes casos, o excesso de adubação pode causar efeito salino, que é bem prejudicial às plantas”, explica.
Para aproveitar os benefícios nutricionais dos dejetos, é importante que sejam analisados no laboratório ou através do densímetro, cujos parâmetros estão disponíveis no boletim técnico “ Avaliação da qualidade de dejeto líquido de suíno ”.
“Outra medida importante é fazer adubação verde na entressafra, que gera a palhada e a ciclagem de nutrientes.
Além de nutrir o solo, as raízes dessas plantas deixam a terra mais fofa, pronta para receber a semente”, explica.
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