O mamífero coberto por milhares de estruturas rígidas que consegue utilizá-las como proteção contra predadores
Os espinhos são pelos modificados de queratina e dependem do contato para atingir um possível agressor
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR À primeira vista, a cobertura de um porco-espinho parece formada por agulhas independentes presas ao corpo. Na realidade, essas estruturas são pelos altamente modificados, compostos principalmente por queratina. Dependendo da espécie, podem variar muito em comprimento, formato e mecanismo de defesa, formando uma proteção capaz de dificultar seriamente o ataque de predadores.
Os porcos-espinhos pertencem à ordem Rodentia, mas estão distribuídos em dois grupos evolutivamente distintos: os da família Hystricidae, encontrados no Velho Mundo, e os Erethizontidae, encontrados nas Américas. O revestimento espinhoso surgiu como uma defesa física particularmente eficiente contra animais que tentam morder ou agarrar esses roedores.
A quantidade também varia entre espécies. O porco-espinho-norte-americano, Erethizon dorsatum , por exemplo, possui aproximadamente 30 mil espinhos. Eles ficam misturados à pelagem e cobrem grande parte do corpo, embora regiões como o ventre sejam menos protegidas.
Quando percebe uma ameaça, o animal pode eriçar os espinhos por meio de músculos associados à pele. Essa mudança aumenta visualmente seu tamanho e deixa as extremidades rígidas direcionadas para fora, criando uma barreira que desencoraja a aproximação antes mesmo de ocorrer contato físico.
Se o predador continuar avançando, algumas espécies viram a região traseira para o agressor ou movimentam a cauda. Nos porcos-espinhos do Novo Mundo, espinhos com pequenas farpas podem se prender à pele após o contato. Nos representantes do Velho Mundo, existem diferenças estruturais e comportamentais, incluindo espinhos longos e outros especializados em produzir sons de advertência.
Este vídeo do Smithsonian Channel mostra como essa defesa funciona e esclarece o mito dos espinhos disparados.
Porcos-espinhos não possuem um mecanismo capaz de atirar deliberadamente seus espinhos à distância. A impressão de que eles são “disparados” provavelmente surgiu porque determinadas estruturas se desprendem com facilidade quando um atacante toca no animal ou porque espinhos já soltos podem cair durante movimentos bruscos.
No Erethizon dorsatum , eles ficam relativamente frouxos na pele e podem permanecer presos ao agressor depois do contato. Portanto, encontrar um cachorro ou outro predador com vários espinhos alojados no corpo não significa que o roedor os lançou: ocorreu aproximação suficiente para que houvesse contato físico.
Os espinhos constituem principalmente uma defesa. O comportamento típico diante de uma ameaça pode envolver tentativa de afastamento, postura defensiva, vocalizações ou exibição das estruturas antes do contato. Isso é diferente de procurar ativamente outros animais para atacá-los.
O Smithsonian’s National Zoo explica que o porco-espinho-norte-americano tende a fugir e, quando encurralado, pode levantar os espinhos, voltar a parte traseira para o agressor e movimentar a cauda. Esse conjunto de respostas ajuda a reduzir a necessidade de confronto direto.
As dimensões mudam bastante entre os grupos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.