Flávio diz que todos os ministros devem responder à Justiça, inclusive Nunes Marques
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira, 16, que todos os ministros "devem estar abaixo da lei" após comentar as denúncias que envolvem a relação do ministro Kassio Nunes Marques com o banqueiro do Master, Daniel Vorcaro. A declaração foi feita durante sabatina promovida pela TV Globo.
"Todo mundo tem que estar abaixo da lei. O problema do Brasil é achar que estão acima da lei, a lei tem que valer para todo mundo", afirmou.
De acordo com o candidato do PL, qualquer ministro que infringir a legislação brasileira deve ser submetido a um processo de impeachment pelo Senado. Flávio, porém, evitou tocar no assunto da relação financeira entre Vorcaro e ministros, insistindo no ponto de "atuação político-partidária dos magistrados".
"Não dá para admitir um ministro do Supremo tendo uma atuação político-partidária. Então, qualquer ministro do Supremo que infrinja a lei tem que responder por isso", declarou.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal demonstram que Nunes Marques teria tido suposto benefício pessoal na relação com Vorcaro. Um dos principais pontos aponta um pagamento de R$ 500 mil mensais ao filho do ministro, o advogado Kevin Marques. Há suspeitas também de decisões favoráveis ao banco em julgamentos do STF.
Nunes Marques é um dos dois ministros do STF indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao lado de André Mendonça. A posse dele foi em 2020.
Flávio tem como uma das bandeiras principais o impeachment de ministros do STF e acusa o Judiciário de promover censura e perseguição a nomes da direita, incluindo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, é preciso proteger a Corte de "laranjas podres".
O presidenciável defende o "impeachment imediato" do ministro Alexandre de Moraes, a quem acusa de ter atuado como advogado do banqueiro Daniel Vorcaro e de ter cometido crimes como obstrução, interferência de investigação, venda de proteção e formação de quadrilha. Ele também é crítico dos magistrados Flávio Dino e Dias Toffoli.
Em agosto, Flávio afirmou que, se eleito, pretende manter uma "relação positiva e institucional" com o STF e que só vai querer "paz para governar". "Sempre quis construir ponte, sempre tentei fazer isso. Só quero paz para governar. Vou indicar quatro homens e mulheres que sejam contra o aborto, contra as drogas, respeitem a Constituição e que não usem a caneta para promover perseguição por risco", declarou, durante um evento em Minas Gerais.
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