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Acordo amplia presença paulista no maior levantamento astronômico da história

Agência FAPESP ·
Acordo amplia presença paulista no maior levantamento astronômico da história

José Tadeu Arantes | Agência FAPESP – Um novo acordo firmado entre a FAPESP e a Association of Universities for Research in Astronomy ( Aura ), consórcio que reúne universidades e outras instituições científicas norte-americanas, ampliará a participação de pesquisadores do Estado de São Paulo no Legacy Survey of Space and Time ( LSST ), o maior levantamento astronômico já concebido. Realizado pelo Observatório Vera Rubin , no Chile, ao longo de dez anos, o LSST deverá mapear, noite após noite, o céu do hemisfério Sul, produzindo um registro sem precedentes das transformações do Universo. Estima-se que o levantamento venha a reunir informações sobre mais de 20 bilhões de galáxias e 17 bilhões de estrelas, com um campo de investigação que se estende dos asteroides do Sistema Solar aos grandes enigmas cosmológicos representados pela matéria e pela energia escuras.

Pelos termos firmados, a FAPESP poderá indicar dez pesquisadores principais, cada um deles acompanhado por até cinco pesquisadores em início de carreira – pós-doutorandos e doutorandos –, formando um contingente potencial de 60 cientistas com acesso à gigantesca massa de dados produzida pelo observatório.

“O acordo consolida uma colaboração que começou bem antes de o Observatório Vera Rubin entrar em operação. Em uma etapa anterior, a contribuição da FAPESP para a infraestrutura de transmissão de dados havia dado à Fundação o direito de indicar cinco pesquisadores principais e seus associados. Agora, com o observatório em funcionamento e o LSST iniciado oficialmente em 30 de junho, a participação foi ampliada e formalizada no novo marco institucional”, conta Luiz Vitor de Souza Filho , professor do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) e assessor da Diretoria Científica da FAPESP para Grandes Infraestruturas de Pesquisa.

Nos últimos dois anos, os negociadores da FAPESP trabalharam intensamente para formalizar essa participação, estabelecendo de maneira clara direitos, deveres, responsabilidades e condições. Segundo Souza Filho, uma nova chamada de propostas deverá selecionar os pesquisadores que completarão o grupo de 60 cientistas do Estado de São Paulo com acesso integral aos dados do Vera Rubin. Para tanto, além dos investimentos já feitos ao longo do período anterior, a Fundação deverá aportar uma contribuição anual de US$ 2,3 milhões ao megaprojeto astronômico.

A participação da FAPESP está diretamente associada a um componente essencial para o funcionamento do observatório: a infraestrutura de telecomunicações de altíssimo desempenho que permite transportar, em tempo quase real, os enormes volumes de dados produzidos no Chile para os centros de processamento nos Estados Unidos.

“A rede de telecomunicações é o sistema nervoso do projeto”, compara Souza Filho. E participar dela constitui uma enorme responsabilidade. De acordo com as estimativas mais atualizadas, a cada noite serão gerados cerca de 10 terabytes (80 trilhões de bits) de dados e serão disparados de 7 milhões a 10 milhões de alertas sobre objetos que mudaram de posição ou de brilho.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em agencia.fapesp.br — o conteúdo pertence a Agência FAPESP.

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