“Jingle do Osmarzinho”: por que mensagem publicitária gruda feito “chiclete” na cabeça
“Foi o próprio Osmarzinho”: o verso ficou “grudado” na mente de muitos que ouviram o “Jingle do Osmarzinho” que viralizou nas redes sociais nas últimas semanas.
A canção foi lançada para as eleições da prefeitura de Cocal dos Alves em 2016, e acabou ganhando audiência muito maior que a população de 6 mil habitantes da cidade piauiense.
O uso de uma música “chiclete” por campanhas políticas não é novidade, e o interesse da internet por áudios virais e inusitados já transformou muitos jingles políticos em tendência digital.
O fenômeno pode parecer aleatório, mas é bem conhecido pela neurociência e aproveitado pela publicidade.
Febre de “Jingle do Osmarzinho”: saiba quem inventou a primeira mensagem publicitária cantada no Brasil Peter Cullen, voz icônica em "Transformers", morre aos 85 anos, diz site 'Carreata da vitória': entenda como a história de um menino de 8 anos comoveu familiares e amigos que desfilaram em carros para comemorar sua cura do câncer O que é jingle e por que ele não sai da sua cabeça Uma canção curta e simples criada para divulgar uma mensagem ou produto é chamada de “jingle” na publicidade.
O formato foi inventado para a indústria alimentícia dos Estados Unidos, mas foi rapidamente importado para o marketing político .
Como complemento aos discursos, propostas e debates que se estendem e correm o risco de dispersar o interesse do público, um “jingle” captura a atenção em um nível muito mais profundo.
Segundo o neurocientista David Silbersweig, ritmos e rimas começaram a ser usados na comunicação humana antes mesmo da escrita.
Nossos cérebros evoluíram para gravar estes sons e suas associações a mensagens e momentos.
Quando ouvimos uma canção, especialmente as mais repetitivas, múltiplas regiões do cérebro são ativadas.
Entre elas, estão aquelas responsáveis pela codificação e recuperação de memórias, e por emoções, desde as negativas às mais prazerosas.
Como os jingles viraram elemento essencial das campanhas eleitorais A ativação de diferentes regiões do cérebro pode ajudar a música a sobressair à quantidade massiva de informações bombardeadas em época de eleições, mesmo que você nem goste da canção.
A inclusão de números e nomes dos candidatos ajuda a fixar tais informações na memória do eleitor.
Na ciência política, reconhecer o nome é visto como possível sinal preditivo para o voto.
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