Novo telescópio da Nasa vai mapear área do espaço 100 vezes maior que o Hubble
No domingo (30), a NASA (a agência espacial norte-americana) lançará o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman com a promessa de mudar a maneira como os astrônomos estudam o universo.
O novo observatório poderá mapear áreas do céu com um campo de visão cerca de 100 vezes maior do que o do Telescópio Espacial Hubble, responsável por importantes descobertas como a idade exata do universo e a expansão do cosmos.
A expectativa é que as operações científicas comecem em janeiro de 2027.
A partir daí, Roman deverá procurar mundos distantes, estrelas moribundas, aglomerados de galáxias e bilhões de outros objetos cósmicos.
E, de quebra, pode ajudar a responder duas das perguntas mais difíceis da cosmologia contemporânea: do que são feitas a matéria escura e a energia escura? Tanto o espelho do Roman mede 2,4 metros de diâmetro, a mesma medida que tem o espelho do Hubble.
Mas, então, qual seria a diferença entre eles? Na verdade, leitor da GALILEU, o segredo está no tamanho das suas janelas.
O novo observatório terá um Instrumento de Campo Amplo, o que quer dizer que ele será capaz de registrar especificidades dos cosmos nunca antes vistas.
Isso acontece porque o próprio Hubble, quando comparado ao potencial do Roman, observou pouco do que há no “grande quintal” extraterrestre: algo em torno de 0,1% do céu noturno.
No entanto, isso não significa que um telescópio substituirá o outro.
O Hubble é excelente para observar pequenas regiões com grande detalhamento, enquanto Roman foi projetado para cobrir áreas enormes com mais rapidez.
Como os dois conseguem detectar luz infravermelha, suas observações poderão ser combinadas para estudar o universo em diferentes escalas.
O que observar no espaço? Enxergar mais céu aumenta as chances de encontrar raridades.
Afinal, Roman poderá identificar objetos próximos da Terra e outros localizados a distâncias cósmicas, reunindo informações sobre estrelas em seus estágios finais de vida, novos planetas e até aglomerados de galáxias.
Mas, hoje, os cientistas têm demonstrado especial atenção àquilo que os olhos humanos – e, por vezes, nem os maquinários – são capazes de enxergar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.